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Lula reúne ministros para impulsionar entregas antes das eleições

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Presidente Lula em reunião ministerial no Palácio do Planalto (Foto: Instagram)

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) vai liderar uma nova reunião ministerial na próxima quarta-feira (3/6). A apenas quatro meses das eleições, o encontro visa discutir um cronograma de entregas e prioridades do governo, já que Lula busca a reeleição.

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Este será o primeiro compromisso a reunir exclusivamente os ministros que assumiram cargos após a saída dos titulares originais para concorrer nas eleições deste ano. No último encontro, realizado no fim de março, Lula reuniu tanto os ministros novos quanto os que estavam saindo para uma transição nas pastas e apresentação de um balanço das gestões.

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Agora, de acordo com informações obtidas pelo Metrópoles, o foco será diferente. Lula está empenhado em alinhar as últimas entregas e definir os detalhes dos programas das pastas antes do chamado defeso eleitoral — o período entre julho e outubro em que a legislação proíbe publicidades e anúncios de obras, pronunciamentos e transferências de recursos.

Ministros relataram que o presidente está focado em concluir obras em andamento e estabelecer um cronograma de entregas até o início de julho. Lula também quer ouvir dos ministros sobre o andamento dos programas e metas estabelecidos pelos ministérios. Durante uma agenda em Lagarto (SE) na sexta-feira (29/5), Lula mencionou as restrições e afirmou que o governo está "muito em cima" para cumprir as regras.

"Temos um problema que só podemos anunciar coisas novas até 3 de julho, estamos muito em cima porque a legislação eleitoral impede novos contratos a partir dessa data", afirmou.

Na nova reunião, Lula também quer alinhar toda a equipe, ajustando o tom político do governo e defendendo tecnicamente seu terceiro mandato.

DEFESO ELEITORAL
A legislação eleitoral impõe uma série de restrições a agentes públicos nos três meses que antecedem as eleições — de julho a outubro deste ano. Essas medidas visam impedir o uso da máquina pública para beneficiar candidaturas e garantir equilíbrio na disputa eleitoral. Entre as proibições estão a participação de candidatos em inaugurações de obras públicas e a contratação de shows artísticos com recursos públicos nesse período. A legislação também restringe a realização de transferências voluntárias de recursos da União para estados e municípios, exceto em casos de emergência ou calamidade pública devidamente reconhecidas. No entanto, recursos destinados a obras e serviços já em execução e com cronograma previamente estabelecido podem continuar sendo pagos. A divulgação de publicidade institucional de atos, programas, obras, serviços e campanhas dos órgãos públicos também é proibida nos três meses anteriores ao pleito, exceto em casos de grave e urgente necessidade pública, mediante autorização judicial. Nesse mesmo período, pronunciamentos em cadeia de rádio e TV por autoridades públicas são vedados, com exceção permitida apenas em situações de urgência reconhecidas pela Justiça Eleitoral.

Nas últimas semanas, pesquisas internas do PT e levantamentos públicos indicaram uma melhora no desempenho de Lula na corrida presidencial. Essa recuperação coincidiu com o anúncio de medidas de impacto popular e com o desgaste do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), após a divulgação de mensagens e áudios em que ele solicita dinheiro ao dono do Banco Master, Daniel Vorcaro.

Entre as recentes iniciativas do governo estão o lançamento de um novo programa de renegociação de dívidas (Novo Desenrola Brasil) e um pacote de investimentos em segurança pública. O Planalto também adotou medidas para conter a alta dos combustíveis.

Em outro gesto com potencial apelo eleitoral, Lula anunciou o fim da tributação federal sobre compras internacionais de até US$ 50, medida conhecida como "taxa das blusinhas". O governo também lançou um programa para subsidiar e facilitar a compra de carros novos por motoristas de aplicativo.

Antes disso, o Planalto já havia anunciado outras ações, como um programa de financiamento de reformas habitacionais e novas condições de crédito no Minha Casa, Minha Vida.

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