
Justiça de SP determina quebra de sigilo bancário de Julio Casares e mais quatro investigados (Foto: Instagram)
A Justiça de São Paulo determinou a quebra do sigilo bancário do ex-presidente do São Paulo FC, Julio Casares, e de outros quatro investigados em um inquérito que apura um esquema de venda ilegal de camarotes no estádio MorumBIS. A informação foi confirmada pelo Metrópoles nesta terça-feira (2/5).
++ Sistema de IA revela como gente comum está criando renda passiva no automático
Além de Casares, a quebra de sigilo atinge sua ex-esposa e antiga diretora feminina, cultural e de eventos, Mara Casares, o ex-diretor de futebol de base, Douglas Schwartazmann, o ex-superintendente geral do clube, Marcio Carlomagno, e a intermediária nas vendas dos camarotes, Rita de Cassia Adriana Prado.
++ Jovem mata o padrasto para defender a mãe e o inesperado acontece
A investigação está sendo realizada por uma força-tarefa composta pelos promotores José Reinaldo Guimarães Carneiro e Tomás Busnardo Ramadan, do Ministério Público de São Paulo (MPSP), e pelo delegado Tiago Fernando Correia, da Polícia Civil. Os envolvidos informaram que o caso corre em sigilo.
A defesa de Casares, representada pelo advogado Bruno Borragine, foi contatada, mas ainda não se pronunciou.
ENTENDA O ESQUEMA
Julio Casares está sob investigação por suspeitas de exploração irregular de um camarote no estádio MorumBIS, localizado na zona oeste de São Paulo. De acordo com o Ministério Público, a irregularidade teria ocorrido em um camarote vinculado à presidência do clube durante o show da cantora Shakira em fevereiro de 2025. Os crimes suspeitos incluem corrupção privada no esporte e coação durante o processo.
Um áudio revelou o suposto esquema de venda irregular do camarote vinculado à presidência do SPFC.
Segundo informações obtidas pelo Globo Esporte, Douglas Schwartzmann, diretor-adjunto das categorias de base, e Mara Casares, diretora feminina, cultural e de eventos, estariam envolvidos no esquema.
No áudio, Schwartzmann menciona que ele e outras pessoas obtiveram ganhos financeiros com a prática.
O esquema envolveu o repasse do camarote pela diretoria do São Paulo a Mara Casares para um evento durante o show da Shakira. Posteriormente, ela contratou uma intermediária para vender ingressos, com alguns chegando a R$ 2,1 mil, prática considerada ilegal.
O caso ganhou notoriedade quando a intermediária acionou a Justiça, alegando não ter recebido pagamento por um pacote de ingressos de Mara e outro dirigente. O áudio divulgado na imprensa mostrou os dois pressionando a intermediária a retirar a ação, confessando o esquema clandestino.
Após a divulgação do caso em dezembro de 2025, Schwartzmann e Mara Casares se afastaram dos cargos.
Em janeiro deste ano, Casares renunciou à presidência do SPFC, cinco dias após o Conselho Deliberativo do clube aprovar a abertura de seu processo de impeachment. Harry Massis Júnior assumiu o cargo.


