Família ao lado de oleoduto furado no DF relata risco de explosão

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Técnico em eletrônica Hécio Avelino Silveira em frente à escavadeira usada por criminosos em Ceilândia (Foto: Instagram)

O roubo de combustível do Oleoduto São Paulo-Brasília (Osbra) da Petrobras, em Ceilândia (DF), foi descoberto após uma operação da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) na última sexta-feira (5/6). A ação criminosa colocou em perigo os moradores e trabalhadores da área, já que os bandidos alugaram uma casa no condomínio Vista Bela há três meses para cavar um túnel, perfurar o duto e roubar o combustível. Caso houvesse uma explosão, uma área de até três quilômetros poderia ser destruída, incluindo a residência do técnico em eletrônica, Hécio Avelino Silveira, de 45 anos.

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Hécio expressou indignação, afirmando que "a gente trabalha tanto para conquistar as coisas e, de repente, pode perder tudo porque um ladrão resolve se dar bem em cima dos outros". Ele destacou que, se houvesse uma explosão, sua família teria morrido, pois trabalham em casa, onde têm uma pamonharia e uma loja de informática. O susto foi grande ao ver a operação da PCDF, com muitos carros da polícia na região.

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Hécio não notou nada suspeito anteriormente, exceto por um rapaz de moto à noite. Seu vizinho, no entanto, observou um caminhão-pipa estacionado, que chegava de madrugada, horário em que os bandidos agiam. A família de Hécio, que vive no local há mais de 20 anos, teve que sair temporariamente de casa, mas ficou aliviada ao saber que a Transpetro consertaria o duto com segurança.

O furto em Ceilândia não é um caso isolado. A Transpetro registrou 1222 furtos em dutos no DF entre 2015 e 2025. O ano de 2018 foi o mais crítico, com 261 ocorrências. Em 2024, houve 25 casos, e em 2025, o número subiu para 31. Na operação da última sexta-feira, os criminosos roubaram 100 mil litros de combustível em uma semana, escavando um túnel de 2,5m de profundidade, 1m de largura e 5m de comprimento até o duto.

A operação Estige, da 19ª Delegacia de Polícia (P Norte), continua investigando o destino do combustível roubado e os possíveis receptadores. Há suspeitas de envolvimento de uma facção criminosa. O presidente do Sindicombustíveis-DF, Paulo Tavares, orienta os consumidores a verificarem a qualidade do combustível nos postos, solicitando testes de aferição e conferindo a temperatura do diesel.

A Transpetro defende penas mais severas para os criminosos e o uso de tecnologias de monitoramento para apoiar as investigações. A empresa apoia projetos de lei no Congresso Nacional que visam tipificar o roubo em dutos e aumentar as penas para os envolvidos.

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