
Daniel Vorcaro durante audiência em Brasília (Foto: Instagram)
A Procuradoria-Geral da República (PGR) se posicionou contra a prisão domiciliar de Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master, e afirmou que o Supremo Tribunal Federal (STF) deve decidir sobre a transferência do banqueiro.
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O procurador-geral da República, Paulo Gonet, respondeu ao ministro André Mendonça e à defesa de Daniel Vorcaro, ao mesmo tempo em que rejeitou a segunda proposta de delação premiada do banqueiro. A PGR entendeu que não há novidades no que foi proposto por Vorcaro.
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Mendonça havia solicitado que a PGR se manifestasse sobre o pedido da Polícia Federal para que o banqueiro deixasse a superintendência da corporação em Brasília. A defesa, por sua vez, solicitou a prisão domiciliar.
De acordo com informações da coluna, Gonet destacou que o pedido de prisão domiciliar já foi analisado e negado por um colegiado do STF, e que não surgiu nenhum fato novo que justifique a mudança para prisão domiciliar.
Sobre a transferência, a PGR afirmou que cabe ao STF determinar um local adequado para o cumprimento da pena, considerando o risco que ele representa.
RECUSA DA PF E DA PGR
Tanto a Polícia Federal quanto a PGR consideraram que o material apresentado por Vorcaro não é suficiente para avançar nas investigações. Os investigadores classificaram o material como uma “delação elitista”, limitada e seletiva, contendo informações já conhecidas ou parcialmente conhecidas pelas autoridades.
A PGR também concluiu que não há elementos novos. Entre o que foi apresentado, Vorcaro, segundo fontes ouvidas pela coluna, frequentemente mencionava que "ouviu dizer" e não se comprometia com valores.
Agora, o ministro André Mendonça decidirá sobre o futuro das negociações, incluindo o ambiente prisional onde Vorcaro será mantido.
Atualmente, o banqueiro, investigado por fraudes no Sistema Financeiro Nacional, está detido na Superintendência da Polícia Federal.



