
Escorpião-amarelo carregando filhotes sobre o dorso (Foto: Instagram)
A Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF) registrou 1.974 ocorrências de acidentes com escorpiões no Distrito Federal entre janeiro e 13 de junho de 2026. Esse aumento de 6,41% nas notificações destaca a importância de acionar o Corpo de Bombeiros em situações de risco, garantindo medidas preventivas contra o aracnídeo, mesmo fora das estações mais quentes.
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O cuidado deve ser redobrado em locais frequentados por crianças, idosos, pessoas com deficiência, doenças autoimunes ou animais. O socorro deve ser acionado imediatamente. Não se deve tocar, tentar capturar, cutucar, pisar ou aplicar veneno sem critério. A prioridade é isolar o animal, manter distância e acionar o serviço adequado.
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A maneira mais segura de conter o escorpião é cobri-lo com um recipiente. Jean Martins, biólogo especialista em aracnologia, afirma que "não há necessidade de temer saltos, pois escorpiões não são saltadores e não escalam superfícies lisas". É crucial retirar crianças e animais do local e fechar a porta do ambiente.
Venenos comuns de supermercado não são uma solução imediata eficaz: podem irritar o escorpião, fazendo-o se esconder e criando uma falsa sensação de segurança.
QUANDO E ONDE ELES APARECEM?
Escorpiões tendem a ser mais ativos em períodos de calor e umidade, especialmente durante meses chuvosos. O calor acelera seu metabolismo e aumenta a atividade. Já as chuvas podem inundar ou desestabilizar seus esconderijos, levando-os a buscar abrigo em locais secos, inclusive dentro de casas.
"Encontrar um escorpião não significa que há outro próximo. No entanto, é um sinal de alerta, pois os escorpiões que aparecem em residências geralmente são o escorpião-amarelo", comenta o biólogo. Essa espécie não necessita de macho para a reprodução, o que facilita sua proliferação em áreas urbanas.
A presença de escorpiões pode indicar condições favoráveis no imóvel, como frestas, ralos abertos, entulho, umidade e baratas. Mesmo que seja um caso isolado, é prudente realizar uma vistoria preventiva, usando lanternas UV para facilitar a detecção.
CONTROLE E PREVENÇÃO CONTRA ESCORPIÕES
O controle de escorpiões não deve se basear apenas no uso de veneno. Eles tendem a se esconder em locais de difícil acesso, diminuindo a eficácia de produtos químicos comuns. Além disso, o uso de veneno pode desalojar o animal, fazendo-o aparecer em outros lugares. A principal estratégia é o manejo ambiental: eliminar abrigo e fontes de alimento.
As baratas são uma das principais fontes de alimento dos escorpiões; portanto, sua presença aumenta a chance de atrair ou manter escorpiões no local.
COMO ELES ENTRAM EM CASA?
Os escorpiões podem entrar em casa através de ralos, caixas de gordura, tubulações, frestas em paredes, rodapés, vãos sob portas, janelas mal vedadas, conduítes, entulhos próximos a muros e materiais acumulados em quintais, garagens e depósitos.
Barreiras eficazes incluem telas em ralos, pias e tanques, preferencialmente com sistema abre-fecha, além de vedação de frestas, rodapés e portas. Recomenda-se também afastar camas e berços da parede e garantir que lençóis não toquem o chão.
Nem todos os hospitais e UPAs possuem soro antiescorpiônico para tratar picadas. É importante verificar qual unidade está mais próxima. Para isso, pode-se ligar para o Samu pelo telefone 192 ou para o Corpo de Bombeiros no 193.
COMO AGIR EM CASO DE ACIDENTE
A orientação é lavar o local da picada com água e sabão e procurar atendimento médico imediatamente, especialmente para crianças, idosos e pessoas com condições autoimunes. Não se deve amarrar, fazer torniquete, cortar, sugar, espremer, passar álcool, querosene, pó de café, pomadas caseiras ou qualquer substância.
Não é recomendado usar gelo como solução principal, pois isso pode atrasar a busca por atendimento médico. A dica de ouro do especialista é "chegar rapidamente a uma unidade de atendimento. Se possível, fotografar o escorpião com segurança pode ajudar na identificação."
Nem todos os hospitais e UPAs possuem soro antiescorpiônico, que está disponível em unidades de referência definidas pela rede pública de saúde. Em caso de acidente, é crucial procurar atendimento imediato e, se possível, confirmar a unidade de referência pelos canais oficiais da Secretaria de Saúde local, pelo Samu 192, Corpo de Bombeiros 193 ou pela Vigilância em Saúde. No Distrito Federal, a SES-DF divulga a rede de hospitais com soro antiveneno.
Após a picada, a dor local geralmente começa rapidamente, mas sinais de gravidade podem surgir em poucas horas. Sintomas como vômitos repetidos, suor intenso, sonolência, agitação, tremores, alteração nos batimentos cardíacos ou dificuldade para respirar requerem atendimento urgente. No caso de crianças, a orientação é agir rapidamente antes que os sinais se agravem.



