Sundown Towns nos EUA: Cidades que Excluem Pessoas Não-Brancas Ganhando Atenção nas Redes

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“Sundown towns”: o mapa sombrio das cidades que expulsavam minorias após o anoitecer nos EUA (Foto: Instagram)

Recentemente, uma série de vídeos no TikTok viralizou ao destacar as sundown towns, cidades nos Estados Unidos conhecidas pela segregação racial. Os conteúdos compartilhados pela psicóloga Mara Gomes despertaram o interesse de muitos usuários, já que muitos desconhecem esse capítulo da história americana.

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Embora o tema tenha ganhado destaque nas redes sociais recentemente, ele remonta a um passado histórico de exclusão racial e continua a ser discutido em debates sobre racismo estrutural e memória social nos Estados Unidos.

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O QUE SÃO AS SUNDOWN TOWNS?

  • As "cidades do pôr do sol" são locais onde pessoas não brancas não são bem-vindas após o anoitecer.
  • O nome vem de placas nas entradas das cidades exigindo que pessoas de cor saíssem antes do pôr do sol.
  • Por muitos anos, esses locais foram mantidos como espaços majoritariamente brancos.
  • A segregação muitas vezes se manifesta por meio de intimidação, ameaças e hostilidade social contra minorias.
  • Além de negros, algumas cidades também restringem sino-americanos, judeus, mexicano-americanos, indígenas e mórmons.
  • Especialistas indicam que nem todos os casos são completamente documentados ou historicamente confirmados.

Embora essas cidades tenham um passado de segregação racial, há pessoas brancas que não compartilham desses valores racistas.

Anna, em Illinois, é uma sundown town. Moradores locais dizem que Anna significa "Não é permitido nenhum negro".

RELATO QUE VIRALIZOU NO TIKTOK
O relato que mais chamou atenção no TikTok foi da dançarina conhecida como @SpicyTarotTea. A psicóloga Mara Gomes traduziu e popularizou a história entre brasileiros.

Segundo o relato, tudo começou quando a dançarina e uma amiga foram convidadas para trabalhar em uma festa na Geórgia. Ao chegarem, sentiram um clima estranho e decidiram sair antes mesmo de permanecer no local.

Com pouca gasolina, pararam em um posto ainda fechado e aguardaram a abertura. Por volta das 4h, uma mulher branca se aproximou, visivelmente assustada, e perguntou o que faziam ali.

Após explicarem a situação, a mulher alertou que precisavam sair imediatamente.

“Vocês deram sorte de ter sido eu a encontrar vocês, mas precisam ir embora. Isso aqui é uma sundown town”, disse a senhora. Ela ainda avisou: “A maioria das pessoas daqui não gosta de pessoas como vocês. Eu já vi muita coisa ruim acontecer com pessoas como vocês.”
Assustadas, as duas pegaram seus pertences e deixaram a cidade rapidamente.

Além desse relato, outros vídeos sobre sundown towns começaram a circular no TikTok.

Nos comentários, internautas compartilharam experiências semelhantes e afirmaram que esse tipo de situação ainda ocorre em algumas regiões dos Estados Unidos, tornando o tema ainda mais alarmante.

MAPA DAS SUNDOWN TOWNS
O site Sundown Towns Database é uma das principais fontes de informação sobre o tema. Mantido pelo Tougaloo College, o projeto foi criado a partir das pesquisas do historiador James W. Loewen, autor do livro Sundown Towns.

A plataforma oferece um mapa interativo por estados, permitindo que os usuários acessem listas alfabéticas de cidades associadas à segregação racial.

Algumas sundown towns conhecidas incluem:

  • Anna, Illinois
  • Vidor, Texas
  • Arab, Alabama
  • Cicero, Illinois
  • Maryville, Missouri
  • La Crosse, Wisconsin
  • Mena, Arkansas

Em 8 de dezembro de 2016, o prefeito e o ex-prefeito de La Crosse assinaram uma resolução reconhecendo o passado segregacionista da cidade e comprometendo-se a superar seu legado sombrio.

O banco de dados reúne cidades confirmadas, prováveis e em investigação histórica.

O site alerta que nem todas as cidades listadas têm seu histórico totalmente comprovado, e a ausência de um município no mapa não indica que ele nunca foi uma sundown town. A plataforma encoraja pesquisadores e moradores a contribuírem com documentos e evidências históricas para enriquecer o banco de dados.

Esse caráter colaborativo tornou o portal uma referência para jornalistas, pesquisadores e criadores de conteúdo, especialmente no TikTok, onde o tema voltou a ganhar destaque.

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