
Eduardo Bolsonaro reage à condenação do STF em entrevista pública (Foto: Instagram)
A diplomacia dos Estados Unidos classificou a condenação do ex-deputado Eduardo Bolsonaro pelo Supremo Tribunal Federal (STF) como um ato de "perseguição" e um exemplo de "manipulação jurídica" contra a oposição brasileira.
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A declaração do Departamento de Estado norte-americano foi inicialmente divulgada pela agência de notícias Reuters, na quinta-feira (18/6), e confirmada pelo Metrópoles através de contato com o órgão.
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"Este é o mais recente exemplo de perseguição e manipulação jurídica por parte dos tribunais brasileiros contra a oposição política. Os debates políticos devem ser resolvidos por eleições democráticas, não por condenações", afirmou um porta-voz do Departamento de Estado. Além da pena de prisão em regime semiaberto, Eduardo também recebeu multa e inelegibilidade de oito anos para cargos públicos após cumprir a pena.
Após a decisão unânime da Primeira Turma do STF, o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) anunciou que levaria o caso ao governo de Donald Trump, solicitando que o ministro Alexandre de Moraes fosse novamente alvo de sanções dos EUA, através da Lei Magnitsky.
O QUE EXPLICA A CONDENAÇÃO?
Eduardo Bolsonaro foi condenado a 4 anos e 2 meses de prisão por coação. Desde março de 2025 nos Estados Unidos, o parlamentar foi acusado de articular sanções americanas contra o Brasil, buscando coagir a Justiça brasileira no julgamento de seu pai, relacionado a uma trama golpista.
No ano passado, o governo Trump impôs uma série de tarifas sobre produtos brasileiros, justificando algumas como resposta à alegada atuação política da Justiça do Brasil.
Na época, o ministro Alexandre de Moraes, relator no caso de Bolsonaro no STF, também foi alvo de sanções dos EUA. As tarifas sobre as exportações do Brasil foram gradualmente retiradas. Já as retaliações contra Moraes, que incluíram a perda de vistos e o bloqueio de bens, foram revogadas em dezembro do ano passado, após reuniões entre os presidentes Trump e Luiz Inácio Lula da Silva (PT).



