O ex-presidente Jair Bolsonaro apresentou ao Supremo Tribunal Federal (STF), nesta quarta-feira, uma manifestação em que afirma não ter sido informado de que a carta entregue ao senador Flávio Bolsonaro durante uma visita na prisão domiciliar seria lida em uma transmissão ao vivo nas redes sociais. O esclarecimento foi encaminhado após questionamentos feitos pelo ministro Alexandre de Moraes.
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A explicação da defesa difere da declaração feita por Flávio durante a live. Ao iniciar a transmissão, o senador afirmou que havia recebido do pai a missão de representá-lo publicamente. “Fica-se muita especulação acontecendo, muitas pessoas que parecem que estão boicotando até a candidatura, esperando o momento certo para vestir a camisa do Bolsonaro e ir para a rua para resgatar o Brasil. O que ele está dizendo aqui é muito simples. Primeiro, agradecer a ele por estar me colocando como seu porta-voz. Isso é muito importante para evitar que existam falas conflituosas ou direções diferentes que, porventura, alguém possa estar seguindo além, em paralelo à nossa pré-campanha”, disse Flávio na transmissão.
O episódio levou Alexandre de Moraes, responsável pelo acompanhamento do cumprimento da pena imposta ao ex-presidente, a solicitar informações à defesa para esclarecer se Bolsonaro tinha conhecimento prévio da divulgação da carta. Na mesma decisão, o ministro enviou o caso ao procurador-geral eleitoral para análise de possível propaganda eleitoral antecipada e determinou a suspensão, por 90 dias, das visitas de Flávio Bolsonaro ao pai.
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Na petição enviada ao STF, os advogados afirmam que a decisão de tornar o conteúdo público foi tomada exclusivamente pelo senador, sem qualquer comunicação prévia com Bolsonaro.
Segundo a defesa, “Bolsonaro jamais soube que a carta seria publicizada, tampouco houve qualquer orientação, ajuste ou combinação prévia acerca da utilização de redes sociais para esse fim”.
Os advogados também sustentam que a elaboração de cartas não viola as medidas impostas ao ex-presidente em razão da prisão domiciliar. A defesa argumenta ainda que outros textos escritos por Bolsonaro já foram divulgados anteriormente sem questionamentos da Corte.
Por fim, os representantes do ex-presidente afirmam que Bolsonaro “jamais buscou utilizar terceiros para contornar as restrições” estabelecidas por Alexandre de Moraes.















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