
Patrus Ananias e Vittorio Medioli na corrida ao governo de Minas Gerais (Foto: Instagram)
Belo Horizonte – Os dois principais partidos na corrida eleitoral nacional de 2026 enfrentam dificuldades semelhantes em Minas Gerais. Buscando uma figura política que pudesse servir de apoio para os candidatos à presidência no estado, tanto o Partido dos Trabalhadores (PT) quanto o Partido Liberal (PL) tentaram encontrar nomes fortes fora de suas fileiras, mas sem sucesso até o momento.
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Com o início das convenções partidárias, os partidos de Lula e Flávio Bolsonaro, após um período de incertezas, devem optar por candidatos oriundos de seus próprios quadros.
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A CONSTRUÇÃO DESAFIADORA DO PT E PL EM MG
- Lula e Flávio Bolsonaro precisam de um palanque competitivo em MG, o segundo maior colégio eleitoral do Brasil.
- Ambos os partidos tentaram formar alianças, mas as negociações não avançaram até agora, e as convenções começam nesta segunda-feira (20/7) e vão até 5 de agosto.
- O PT tentou primeiro com o senador Rodrigo Pacheco (PSB) e depois tentou convencer a ex-prefeita Marília Campos (PT) a concorrer ao governo, mas sem sucesso.
- O PL aguardou o senador Cleitinho Azevedo (Republicanos), que continua adiando sua decisão sobre a candidatura.
- Agora, os dois partidos se encaminham para candidaturas próprias: Patrus Ananias pelo PT e Vittorio Medioli pelo PL.
- Mesmo com candidatos próprios, PT e PL ainda buscam ampliar alianças para fortalecer os palanques de Lula e Flávio Bolsonaro em Minas.
O PT deve anunciar, nesta segunda-feira (20/7), a escolha do deputado federal Patrus Ananias como seu candidato ao Palácio dos Tiradentes. O político já foi prefeito de Belo Horizonte, ministro do Desenvolvimento Social e Combate à Fome nos dois primeiros mandatos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e do Desenvolvimento Agrário durante o governo de Dilma Rousseff (PT).
O partido esperou por um longo período a decisão do senador Rodrigo Pacheco (PSB), que recusou a proposta. Posteriormente, boa parte do partido pressionou para que a ex-prefeita de Contagem Marília Campos reconsiderasse sua candidatura ao Senado, mas ela manteve sua decisão.
O nome de Patrus surgiu entre várias opções, que incluíam apoio a outros nomes internos, como os deputados federais Rogério Correia e Reginaldo Lopes, a deputada estadual Macaé Evaristo e até a ex-reitora da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Sandra Goulart.
Alguns defendiam apoio fora do partido, como ao ex-presidente da Câmara de Belo Horizonte, Gabriel Azevedo (MDB); ao candidato do PSB, que poderia ser o ex-procurador-geral da Justiça de Minas Gerais Jarbas Soares ou o ex-vice-governador Clésio Andrade; ou ainda tentar convencer o ex-prefeito de Belo Horizonte Alexandre Kalil (PDT) a mudar de ideia.
O PL SONHA COM CLEITINHO, MAS ESCOLHE MEDIOLI
Por ordem do candidato à presidência Flávio Bolsonaro (PL) e de líderes do partido, o PL decidiu aguardar o senador Cleitinho Azevedo (Republicanos). A decisão foi adiada várias vezes, com a definição agora prevista para agosto, quase dez dias após a convenção do PL, já que a do Republicanos deve ocorrer no último dia do prazo, em 5 de agosto.
A indefinição do senador mineiro causou irritação em alguns membros da liderança do PL em Minas, que passaram a defender um nome interno, inicialmente considerando o ex-prefeito de Betim Vittorio Medioli e o ex-presidente da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais Flávio Roscoe.
Nessa disputa, Vittorio acabou sendo o preferido, tanto por sua experiência no Executivo municipal quanto por suas atividades empresariais no setor de comunicação. Ele não confirma sua candidatura, mas afirma que está preparado para o que o partido decidir.
Ainda assim, alguns, como o presidente estadual do partido e deputado federal Zé Vitor, passaram a defender uma estratégia pouco convencional na qual Cleitinho e Vittorio concorreriam, mas dariam espaço para Flávio Bolsonaro, com o acordo de que, em um possível segundo turno, um dos nomes seria apoiado.
A proposta não foi bem recebida pelo Republicanos, que afirmou que, caso o PL lance um candidato próprio ao governo de Minas, Cleitinho Azevedo será um candidato independente. A decisão também considera um estudo interno do partido que mostra que 30% do eleitorado de Lula compartilha algumas pautas com o senador mineiro de direita.






