
Donald Trump durante evento no Salão Leste da Casa Branca – Foto: Reuters (Foto: Instagram)
O governo dos Estados Unidos, sob a liderança de Donald Trump, desconsiderou o protocolo diplomático ao nomear Daniel Perez para a embaixada americana no Brasil. A designação do novo embaixador ocorreu em 1º de junho.
++ Sistema de IA mostra como pessoas estão criando conteúdo diário sem gravar vídeos
Nesta terça-feira (4/8), o Departamento de Estado utilizou a alegada demora na concessão do aval diplomático a Perez como justificativa para revogar o visto de Maria Luiza Viotti, chefe da representação brasileira nos EUA.
++ Bomba! Astro de Hollywood, Joe Manganirllo revela ter amputado membro
A nomeação de Perez foi feita sem consulta prévia ao governo brasileiro, rompendo com a tradição diplomática e causando desconforto. Normalmente, o país representado solicita primeiro o agrément ao país anfitrião, um procedimento reservado que inclui uma análise detalhada do indicado.
Conforme a tradição, só após a permissão o nome é divulgado. O processo, previsto na Convenção de Viena sobre Relações Diplomáticas, visa evitar constrangimentos e manter a cordialidade nas relações bilaterais.
No entanto, o governo Trump inverteu o processo, anunciando o embaixador antes de pedir o aval brasileiro. Como reportado pelo Metrópoles, esse gesto pode ser visto como pressão ou descortesia com o país anfitrião.
Interlocutores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmam que não há prazo definido para a resposta, que busca avaliar antecedentes e condutas do indicado. A decisão não considera critérios políticos e ideológicos.
VISTO REVOGADO
Nesta terça-feira, o governo de Donald Trump anunciou o cancelamento do visto de Maria Luiza Viotti, chefe da embaixada do Brasil nos EUA. Viotti lidera a representação brasileira em Washington desde 2023, sendo a primeira mulher no cargo.
O episódio desta terça-feira se soma a outros no histórico recente de tensão entre EUA e Brasil.






