
Agente da CET orienta trânsito durante suspensão do rodízio em SP (Foto: Instagram)
A Prefeitura de São Paulo anunciou, na noite de terça-feira (4/8), que o rodízio de veículos permanecerá suspenso na capital nesta quarta-feira (5/8) devido à continuidade da greve dos funcionários da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM). A suspensão será válida para os períodos das 7h às 10h e das 17h às 20h, afetando carros com placas finais 5 e 6.
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Apesar da suspensão do rodízio para automóveis, outras restrições na cidade continuarão em vigor, incluindo o rodízio de caminhões, a Zona de Máxima Restrição à Circulação de Caminhões e a Zona de Máxima Restrição aos Fretados. A prefeitura também informou que as faixas exclusivas de ônibus não serão liberadas.
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Para pacientes com consultas e exames afetados pela greve da CPTM na terça e quarta-feira, a administração municipal garantiu o reagendamento de todos os procedimentos, com as unidades de saúde entrando em contato diretamente com os pacientes.
O Sindicato dos Ferroviários da Central do Brasil não chegou a um acordo com o governo de São Paulo e decidiu continuar a greve, que impacta as linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade da CPTM. A paralisação seguirá até pelo menos as 17h desta quarta-feira, quando uma nova assembleia será realizada para discutir o andamento das negociações.
Em comunicado divulgado na noite de terça-feira, o sindicato destacou que a principal demanda é uma garantia formal de que todos os empregos na CPTM serão mantidos. A entidade reiterou a disposição para o diálogo e afirmou que a greve pode ser encerrada assim que o governo formalizar esse compromisso.
Durante o dia, especialmente pela manhã, os passageiros do Metrô de São Paulo enfrentaram os efeitos da paralisação, com trens e plataformas mais lotados que o habitual, além de filas nas catracas. A zona leste, a região mais populosa de São Paulo, foi a mais afetada pelas linhas paralisadas.
Na véspera, a CPTM havia ativado seu plano de contingência para as linhas 11-Coral e 12-Safira. Durante a manhã e à tarde, a Linha 11 operou parcialmente entre as estações Barra Funda e Guaianases. Pela manhã, a Linha 12 esteve fora de operação, e à tarde, funcionou parcialmente entre as estações Brás e Engenheiro Goulart. A Linha 13-Jade não operou durante o dia.
O Metrô também tomou medidas para mitigar os impactos: as estações das Linhas 1-Azul, 2-Verde, 3-Vermelha e 15-Prata abriram mais cedo, às 4h da manhã. Na Linha 3, mais trens foram adicionados à circulação, e trens vazios eram enviados para estações com maior lotação.
O Plano de Apoio entre Empresas em Situação de Emergência (Paese) foi acionado para ajudar no transporte de passageiros, com 128 ônibus mobilizados. A Prefeitura de São Paulo também anunciou a suspensão do rodízio de veículos ao longo do dia.
A CPTM acusou os ferroviários de não cumprirem o efetivo mínimo durante a greve nas Linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade, afetando o transporte na manhã de terça-feira na capital e Grande São Paulo. Segundo a companhia, o Tribunal Regional do Trabalho havia determinado um mínimo de 80% do efetivo nos horários de pico e 60% nos outros períodos, o que não teria sido respeitado, resultando em uma multa diária de R$ 400 mil ao sindicato.
A CPTM lamentou a greve, afirmando que apresentou compromissos concretos e que o governo estadual estava disposto a avançar nas negociações.
Na segunda-feira (3/8), líderes sindicais se reuniram com representantes do governo estadual na Secretaria da Casa Civil, mas não chegaram a um acordo. As reivindicações incluem a reestatização das linhas concedidas à Trivia Trens, a garantia de empregos na CPTM e a aprovação do PL nº 730/2025 na Assembleia Legislativa, com apoio do governo. O projeto prevê a absorção dos funcionários da estatal por órgãos estaduais após concessões.






