
Viaturas do Corpo de Bombeiros do Rio de Janeiro em frente ao Quartel do Comando-Geral (Foto: Instagram)
O coronel do Corpo de Bombeiros do Rio de Janeiro, Lauro César Botto Maia, está sob investigação por assédio sexual e foi denunciado pela 1ª Promotoria de Justiça junto à Auditoria da Justiça Militar na terça-feira (4/8). Ele é acusado de ameaçar quatro sargentos que são testemunhas na investigação.
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O Ministério Público do RJ também solicitou a prisão preventiva do coronel. Este pedido será avaliado pelo Juízo da Auditoria da Justiça Militar, que recebeu a denúncia nesta quarta-feira (5/8).
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De acordo com o Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ), no dia 29 de junho deste ano, o coronel enviou mensagens pelo WhatsApp para quatro testemunhas, usando um número registrado em nome de outra pessoa. Nas mensagens, ele se identificou como "Marcos João" e fez referências à investigação, aos depoimentos já dados e aos fatos apurados, demonstrando conhecimento sobre o conteúdo do inquérito e, segundo a denúncia, tentando influenciar os depoimentos das militares.
Ainda segundo o MPRJ, o oficial disse que as destinatárias estavam sendo manipuladas por terceiros, sugeriu que reconsiderassem suas posições e afirmou que ainda havia tempo para "reparar o dano" causado.
O coronel também mencionou familiares das militares, o que, segundo a Promotoria, gerou medo e intimidação. Para o MPRJ, as mensagens foram ainda mais intimidadoras devido à hierarquia entre o coronel e as testemunhas, todas militares em início de carreira.
As ameaças estão ligadas à denúncia por assédio sexual apresentada em julho deste ano pelo Grupo de Atuação Especializada em Segurança Pública (GAESP) do MPRJ. Na ação penal, o coronel é acusado de enviar, entre o final de 2024 e julho de 2025, mensagens inadequadas a uma subordinada, buscando obter vantagem ou favorecimento sexual.
A pedido do GAESP, a Justiça Militar impôs medidas cautelares contra o oficial, incluindo a suspensão do porte de armas, a proibição de contato com a vítima e testemunhas, a proibição de entrada no quartel do Comando-Geral do Corpo de Bombeiros e a vedação de fazer referências públicas aos envolvidos no caso.






