Moradores próximos à fábrica incendiada em Itaquaquecetuba ainda não podem retornar

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Fumaça preta encobre rua de Itaquaquecetuba após incêndio em fábrica de solventes (Foto: Instagram)

Os residentes próximos à fábrica de solventes que foi destruída por um incêndio em Itaquaquecetuba, na Grande São Paulo, ainda não têm permissão para voltar para suas casas. Mesmo com o incêndio já controlado, equipes do Corpo de Bombeiros detectaram uma leve emissão de fumaça no local e estão acompanhando a possibilidade de reativação de pequenos focos.

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De acordo com a Prefeitura de Itaquaquecetuba, atualmente não há chamas no local. Entretanto, alguns dos materiais químicos envolvidos podem reagir com a água, representando um risco de reinício do fogo.

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O incêndio começou na tarde de terça-feira (4/8) na empresa Quema Química, situada na Estrada do Bonsucesso. O incidente deixou um rastro de destruição e mobilizou 95 bombeiros e 33 veículos de combate ao fogo. Após mais de 33 horas de trabalho, as equipes estão na fase de rescaldo.

A Defesa Civil Municipal continua monitorando a área preventivamente e, assim que receber autorização dos bombeiros, realizará inspeções nas residências para avaliar as condições estruturais e de segurança para o retorno dos moradores. Atualmente, a Estrada do Bonsucesso e suas vias de acesso permanecem interditadas por segurança.

Apesar do impacto na vida dos moradores, a prefeitura informa que não há famílias desabrigadas. Os residentes que precisaram deixar suas casas estão sendo acolhidos por familiares ou por redes de apoio comunitário. Não houve registro de vítimas.

As causas do incêndio ainda são desconhecidas e serão investigadas pelas autoridades através de uma perícia no local. A Secretaria de Segurança Pública (SSP) confirmou que a indústria possuía um Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros (AVCB) válido, que certifica o cumprimento das normas de segurança contra incêndio.

A Licença de Operação da empresa, que é um documento oficial emitido por um órgão ambiental que autoriza suas atividades, expirou em 29 de junho deste ano, conforme a Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb). A Cetesb está oferecendo apoio operacional e avaliará os impactos ambientais após as ações emergenciais.

A Quema Química ainda não se manifestou sobre o ocorrido. O espaço permanece aberto para declarações.

O INCÊNDIO
Imagens compartilhadas nas redes sociais mostraram vários focos de fogo e uma densa fumaça preta nos primeiros momentos do incêndio. Segundo o Corpo de Bombeiros, a empresa armazenava cerca de 2 milhões de litros de líquidos inflamáveis, o que complicou a situação.

A fábrica continha produtos como tolueno, hexano, álcool etílico, acetato de etila, acetato de butila e resinas, todos usados como solventes industriais. Devido à inflamabilidade dos produtos, foram registradas várias explosões na área afetada.

Outros vídeos nas redes sociais mostram bueiros explodindo durante o incêndio. Nas gravações, pessoas caminhavam pela Estrada do Bonsucesso quando as explosões ocorreram, lançando uma pessoa com o impacto.

Um falso alerta de água contaminada circulou entre os moradores após as explosões. O comunicado afirmava que produtos químicos poderiam ter contaminado a rede de água, mas a Sabesp e a prefeitura desmentiram a informação.

A Sabesp realizou inspeções e confirmou que as redes de água e esgoto não foram afetadas. O abastecimento da região é feito pelo Sistema Alto Tietê, sem captação de água próxima às explosões, garantindo que a água pode ser consumida sem riscos.