
Governadora Celina Leão em entrevista sobre a audiência do FGC para o BRB (Foto: Instagram)
A governadora Celina Leão (PP) expressou confiança em relação à nova audiência que discutirá o empréstimo do Fundo Garantidor de Crédito (FGC) para o Banco de Brasília (BRB), agendada para a próxima quinta-feira (13/8). Celina enfatizou que a situação econômica do BRB é diferente de quando o acordo foi firmado, o que a faz encarar a reunião com tranquilidade.
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Celina destacou a importância de manter um diálogo humilde com o governo federal. “Estamos no caminho certo para resolver essa questão, o acordo já está em andamento. Creio que na quinta-feira conseguiremos finalizar as negociações”, afirmou a governadora. A reunião ocorrerá no gabinete do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Luiz Fux, em Brasília (DF).
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A governadora também mencionou o balanço financeiro do Distrito Federal divulgado na sexta-feira (7/8). Na ocasião, o Governo do Distrito Federal (GDF) anunciou a reversão de um déficit de R$ 5 bilhões, projetando um superávit de até R$ 3 bilhões para 2026. O ajuste fiscal fez com que a capacidade de pagamento (Capag) passasse de C para A.
“Teremos a chance de cada um expor seu ponto de vista e suas dificuldades na reunião de quinta-feira, mas minha expectativa é muito positiva, especialmente porque já alcançamos o Capag A provisório […]. Nossa condição econômica agora é bem melhor do que quando assinamos o acordo”, destacou.
Para a governadora, as melhorias divulgadas no balanço da semana anterior facilitarão o diálogo com o governo federal. “Acredito que é uma questão de tempo para que o empréstimo do FGC ao BRB se concretize. Cada hora que passa é crucial para nós.”
A reunião contará com representantes do GDF, BRB, Advocacia-Geral da União, Ministério Público Federal, Banco Central, além do ministro da Fazenda, Dario Durigan, do presidente do FGC, Daniel Lima, e da presidente do Banco do Brasil, Tarciana Medeiros.
O consenso para ampliar a capacidade do GDF de obter empréstimos foi alcançado após duas reuniões no gabinete de Fux, em maio deste ano. Ficou decidido que não haverá repasse da União na operação de crédito para salvar o BRB, mas o GDF poderá obter cerca de R$ 6,5 bilhões do FGC. Em troca, pagará ao longo de 15 anos.
O acordo no STF prevê que a devolução de valores oriundos de atos ilícitos relacionados ao Master será prioritariamente destinada ao pagamento do empréstimo, que será feito junto ao FGC. A devolução de dinheiro desviado é um dos pontos discutidos nas negociações sobre as delações de Daniel Vorcaro e de Paulo Henrique Costa, ex-presidente do BRB.
O empréstimo de até R$ 6,5 bilhões contará com a fiança do Sindicato de Bancos e contragarantias a serem fornecidas pelo GDF com cotas do Fundo de Participação dos Estados (FPE) e do Fundo de Participação dos Municípios (FPM).






