Família de empresário assassinado processa condomínio por R$ 1,2 milhão

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Família de Thiago Varvello Nasser aciona condomínio em busca de R$ 1,2 milhão de indenização (Foto: Instagram)

A família do empresário Thiago Varvello Nasser, que foi morto durante um assalto em 2023 dentro de um prédio comercial em Santos, no litoral de São Paulo, está movendo uma ação judicial contra o condomínio onde ocorreu o crime e a empresa responsável pela portaria. A mãe e o irmão da vítima exigem uma indenização por danos materiais no valor de R$ 1,2 milhão.

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Thiago foi alvejado no peito enquanto trabalhava em sua loja de celulares situada no prédio da Avenida Conselheiro Nébias, em fevereiro de 2023. Gustavo Varvello Nasser, irmão de Thiago, presenciou o crime e também foi baleado, mas sobreviveu.

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Conforme o advogado da família, Fabrício Posocco, a ação busca responsabilizar o Condomínio Edifício Legacy Tower pela falha na segurança do acesso à loja. O processo relata que um dos criminosos tentou entrar no local utilizando um CPF inválido em mais de três tentativas, não foi identificado pelo sistema da portaria, mas a entrada foi permitida pela recepcionista.

Patrícia Varvello Nasser, mãe de Thiago, solicita uma indenização de R$ 300 mil por danos materiais e uma pensão mensal de dois terços do salário mínimo, a partir da morte do filho até que ele completasse 76 anos, alegando que ele era solteiro, sem filhos e responsável pelo sustento da família.

Gustavo, o irmão, pede R$ 300 mil por danos morais devido ao trauma de ter presenciado o crime e também por ter sido vítima. No total, o valor do processo supera R$ 1,2 milhão.

O caso ocorreu em 1º de fevereiro de 2023, em uma loja no 10º andar do prédio na Avenida Conselheiro Nébias. Segundo a Polícia Militar, um dos criminosos, usando boné e máscara, apresentou um documento falso na portaria para entrar na loja. As investigações mostram que ele se passou por comprador de celular e agendou visita, mas sua identidade não foi registrada na portaria.

Dentro da loja, o criminoso disparou contra os irmãos. Thiago morreu no local e Gustavo foi levado ao Hospital Santa Casa. Quatro pessoas foram identificadas como envolvidas no crime: Alexsandro Alves de Souza, condenado a 29 anos, mas morto em 2025 em confronto com a polícia; Ricardo Jorge Ramos, preso desde então; Matheus Quintino, o atirador, morto em confronto no final de 2023; e Aline Aparecida Mota, condenada a 16 anos por participação menor, por emprestar a moto usada no crime.

O Condomínio Edifício Legacy Tower informou em nota que já apresentou sua defesa na ação e destaca que o crime ocorreu dentro de uma sala comercial privada, resultado de um ato premeditado com alguém que a vítima conhecia e autorizou a entrada. A Mazzini Administração e Empreitas, responsável pela portaria, negou responsabilidade, afirmando que seu contrato previa apenas recepção e limpeza, sem incluir segurança armada.

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