
Flávio Bolsonaro defende sigilo da fonte e critica ação de Moraes (Foto: Instagram)
O senador e candidato à presidência, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), manifestou-se nesta terça-feira (11/8) contra a decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que ordenou uma operação de busca e apreensão contra Raimundo Cutrim, ex-secretário de Segurança do Maranhão. Cutrim foi identificado como a fonte do jornalista Luís Pablo em matérias publicadas contra o ministro Flávio Dino.
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Durante uma coletiva de imprensa, Flávio ressaltou que o sigilo da fonte é "sagrado" e afirmou que a ação representa uma ameaça à liberdade de imprensa.
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O senador ainda levantou dúvidas sobre a segurança que as fontes teriam para fornecer informações aos jornalistas se ministros do STF puderem ordenar buscas e apreensões relacionadas ao trabalho jornalístico.
Antes de suas declarações, Flávio ofereceu churrasco e refrigerante aos jornalistas presentes. De forma descontraída, ele brincou sobre a promessa de picanha feita pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), afirmando: "Já que ele não trouxe picanha, eu trouxe".
O ex-secretário de Estado do Maranhão, Raimundo Cutrim, foi alvo de mandados de busca e apreensão nesta terça-feira (11/8), por ordem do ministro Alexandre de Moraes, do STF.
A investigação é confidencial e foi confirmada tanto pelo advogado de Cutrim quanto pelo STF. De acordo com a assessoria do tribunal, as ações foram solicitadas pela Polícia Federal com a aprovação da Procuradoria-Geral da República (PGR).
Consultada pelo Metrópoles, a defesa de Raimundo Cutrim informou que ainda não teve acesso completo aos documentos do processo relacionados às medidas de busca e apreensão.
O advogado José Berilo de Freitas Leite destacou que o sigilo da fonte é garantido pela Constituição quando necessário para o exercício da atividade jornalística.
"A defesa expressa sua preocupação técnica quanto à exposição de alguém como fonte jornalística, uma garantia diretamente ligada ao sigilo da fonte assegurado pelo art. 5º, inciso XIV, da Constituição Federal, e ao pleno exercício da liberdade de imprensa, valores que devem ser preservados independentemente do resultado das investigações em andamento", afirmou.
O jornalista Luís Pablo Almeida também foi alvo de busca e apreensão pela Polícia Federal (PF) em março de 2026, por ordem de Moraes, após relatar o uso de veículos oficiais no Maranhão.
A Procuradoria-Geral da República (PGR) apoiou a atuação da Polícia Federal nas investigações.
Durante a operação, a PF apreendeu dispositivos eletrônicos, computadores e celulares.
Moraes autorizou a coleta desses dispositivos eletrônicos.
Flávio também solicitou que outros ministros do Supremo se manifestem sobre o caso. "Eu acho que é o momento de todos se posicionarem", disse.






