Novo exame de DNA da UCLA pode detectar câncer e doenças hepáticas precocemente

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MethylScan: exame de sangue detecta cânceres e lesões hepáticas pelo DNA metilado (Foto: Instagram)

Um novo exame de sangue, desenvolvido por pesquisadores da Universidade da Califórnia em Los Angeles (UCLA), pode futuramente servir como um rastreador para múltiplos tipos de câncer, doenças hepáticas e sinais de danos a órgãos, antes que se tornem difíceis de tratar, conforme estudo publicado na revista Proceedings of the National Academy of Sciences em abril deste ano.

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O teste, denominado MethylScan, utiliza uma tecnologia acessível para analisar fragmentos de DNA presentes na corrente sanguínea a partir de uma única amostra. Ele se concentra na metilação do DNA, que reflete o estado de saúde dos tecidos de forma mais precisa do que outras biópsias líquidas tradicionais.

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Para reduzir o ruído de fundo das células sanguíneas, a equipe aplicou enzimas e um painel genômico para isolar apenas o DNA metilado de órgãos sólidos, garantindo a sensibilidade do exame sem a necessidade de muito sequenciamento, o que reduz o custo para cerca de 20 dólares por amostra.

Jasmine Zhou, professora de patologia, medicina laboratorial e pesquisadora do Centro Oncológico Abrangente Jonsson da UCLA Health, enfatiza a importância da detecção precoce. “As taxas de sobrevivência são significativamente maiores quando os cânceres são identificados antes de se espalharem. Resultados são dramaticamente melhores no estágio 1 em comparação ao estágio 4”, afirmou ao ScienceDaily.

Os destaques do estudo incluem a capacidade do exame de sangue de baixo custo em detectar precocemente múltiplos tipos de câncer e doenças hepáticas, focando na metilação do DNA ao invés de apenas mutações genéticas. O teste demonstrou alta eficiência, removendo o excesso de DNA de células sanguíneas normais e mantendo um custo de dados inferior a US$ 20 por amostra.

Os testes, que analisaram amostras de 1.061 pessoas, incluindo pacientes saudáveis e com diferentes doenças, alcançaram 98% de especificidade, identificando cerca de 63% dos cânceres em geral, 55% dos casos em estágio inicial e quase 80% dos cânceres de fígado em grupos de alto risco.

A ferramenta também permitiu mapear a origem do sinal anormal e direcionar exames futuros, além de classificar com 85% de precisão diferentes doenças hepáticas. No entanto, os autores destacam a necessidade de pesquisas adicionais para validar o rastreamento no mundo real, mas as descobertas representam um avanço em direção a um teste universal para detecção precoce dessas doenças.