
Suspeito investigado por abuso infantil é fotografado em procedimento policial (Foto: Instagram)
A criança de cinco anos, supostamente vítima de abuso pelo ator Marco Furlan, deverá ser ouvida pela Polícia Civil nos próximos dias, conforme solicitado pelo promotor responsável pelo caso. A informação foi confirmada pela advogada da família da vítima nesta quarta-feira, 12 de agosto.
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Marco Furlan foi formalmente acusado de estupro de vulnerável. Segundo Maria Fernanda Mituo, advogada da família, o depoimento será feito através de uma escuta especializada, já que o menino é neurodivergente. Ainda não há data definida para a audiência.
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Além disso, Mituo informou que o relatório final da investigação inclui declarações da mãe da vítima, testemunhas e policiais envolvidos. Esses depoimentos corroboram a denúncia sobre a dinâmica do crime e suas circunstâncias antes e depois do ocorrido.
RELEMBRE O CASO
O incidente aconteceu em 2 de agosto, em uma chácara no bairro Goiabal, em Pindamonhangaba, São Paulo, durante uma festa de aniversário. Conforme o boletim de ocorrência, a criança, diagnosticada com Transtorno do Espectro Autista (TEA), estava dormindo em um dos quartos. A mãe ouviu gritos e, junto com uma amiga da família, correu para o quarto ao ouvir a criança dizer "Para… está doendo". Inicialmente, Furlan alegou ter confundido o menino com a namorada, mas depois negou qualquer abuso. Na delegacia, acompanhado de advogados, afirmou não lembrar de nada. Em 3 de agosto, Furlan teve a prisão mantida pela Justiça após audiência de custódia. A investigação continua sob sigilo devido ao envolvimento de uma criança.
LAUDO DO IML
O médico-legista Rodrigo Carvalho de Almeida, responsável pelo laudo do IML, afirmou que não foram encontrados elementos de ato libidinoso no exame da criança. O documento ainda aguarda o resultado de exames complementares, como a pesquisa de espermatozoides. O exame foi realizado em 4 de agosto, dois dias após o suposto crime. Maria Fernanda Mituo declarou que, apesar do exame, "as provas da materialidade são incontestáveis". A Polícia Civil informou que encaminhou o inquérito ao Ministério Público de São Paulo (MPSP).






