Petição pede reabertura do caso Nardoni e cita novas testemunhas

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De acordo com informações do portal Metrópoles, uma petição apresentada ao Ministério Público de São Paulo em 20 de agosto de 2026 solicita a reabertura das investigações sobre a morte de Isabella Nardoni, ocorrida em março de 2008, e apresenta a alegação de que Antônio Nardoni, avô da menina, teria sido o suposto mandante do crime. O documento foi assinado pelo advogado Francisco Angelo Carbone Sobrinho, em representação à Associação do Orgulho LGBTQIAPN+ SP, liderada pelo ativista Agripino Magalhães.

A representação também pede a abertura de um novo inquérito para apurar possíveis crimes de homicídio, fraude processual e corrupção. Segundo o documento, a solicitação é baseada em relatos atribuídos a três testemunhas que teriam informações sobre o caso e o período em que Ana Carolina Jatobá permaneceu presa.

Uma das pessoas citadas seria uma policial penal. Conforme o relato apresentado na petição, ela teria ouvido Jatobá dizer que Antônio Nardoni seria o mandante da morte de Isabella. Ainda segundo o documento, Jatobá teria afirmado que era inocente em relação à morte da menina, mas admitido agressões contra a criança e negado ter sido responsável por jogá-la do prédio.

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Outra agente prisional também teria conhecimento de relatos semelhantes, mas demonstraria receio de possíveis retaliações profissionais. A terceira testemunha seria uma ex-secretária de um escritório de advocacia, que teria relatado que um advogado se recusou a defender a família na época por considerar graves as circunstâncias do crime.

A petição apresenta ainda alegações sobre o período de prisão de Jatobá. O documento sustenta que a administração do presídio feminino teria sido corrompida para permitir supostas regalias à detenta em troca de seu silêncio sobre a autoria intelectual do crime.

Também é alegado que Antônio Nardoni teria tido acesso às dependências da unidade prisional e que teria ocorrido uma suposta facilitação para que Jatobá trabalhasse de forma remunerada, o que teria contribuído para sua progressão ao regime aberto.

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A policial penal que, segundo a representação, teria tentado denunciar os fatos também é citada. Conforme o documento, ela teria sofrido intimidações, passado por atendimento psiquiátrico compulsório e recebido medicação forçada. A petição afirma ainda que a servidora teria sido levada a assinar documentos sem ler o conteúdo.

Entre os pedidos feitos ao Ministério Público estão a retomada das apurações ou abertura de um novo inquérito, a oitiva de ex-detentas, agentes penitenciários e outras possíveis testemunhas, além da adoção de medidas para protegê-las.

As informações apresentadas na petição são alegações que ainda precisam ser investigadas. O documento não representa, por si só, uma conclusão oficial sobre a participação de Antônio Nardoni no crime, uma condenação ou uma nova decisão judicial sobre o caso.

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