Lula x Flávio Bolsonaro! EUA projetam dólar disparando ou despencando após eleição. Veja as possíveis cotações!

Publicado por

–

O Goldman Sachs traçou diferentes cenários para o dólar após as eleições presidenciais de 2026, disputadas em meio à corrida entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL). Segundo análise da estrategista sênior de moedas Teresa Alves, a cotação pode recuar para uma faixa entre R$ 4,50 e R$ 4,80 diante de um cenário percebido pelo mercado como favorável a uma política fiscal mais rígida, enquanto a manutenção de riscos fiscais poderia levar a moeda americana a cerca de R$ 5,80.

++ Bomba! Vorcaro usou Forbes Brasil para bancar viagem de ministros do STF

Apesar de as projeções serem apresentadas no contexto da eleição, o banco não atribui uma cotação específica à vitória de Lula ou de Flávio. Para o Goldman Sachs, as medidas adotadas depois da votação são mais relevantes para o comportamento do real do que o nome do vencedor.

“É importante ressaltar que acreditamos que as mudanças de diretrizes políticas no pós-eleição, e não o resultado em si, são o que pode levar o real a esses diferentes níveis”, afirmou Alves no relatório divulgado na quarta-feira (23).

No cenário em que o resultado seja acompanhado por uma política fiscal considerada mais rígida, o banco considera plausível o dólar entre R$ 4,50 e R$ 4,80. Uma situação oposta, com o retorno do prêmio de risco fiscal aos níveis observados em dezembro de 2024, poderia provocar uma depreciação de aproximadamente 14% do real e levar a moeda americana a R$ 5,80.

++ Polícia fecha casa de prostituição na Asa Norte que mantinha mulheres em cárcere

O Goldman Sachs também trabalha com uma possibilidade intermediária. Caso o prêmio fiscal retorne ao patamar registrado em setembro de 2024, o dólar poderia alcançar aproximadamente R$ 5,40.

As projeções consideram ainda o comportamento recente do peso colombiano. Caso o real apresente desempenho semelhante ao da moeda da Colômbia após o processo eleitoral daquele país, o dólar poderia cair cerca de 15%, chegando a aproximadamente R$ 4,35. O próprio banco, no entanto, trata essa hipótese como um cenário mais otimista para a moeda brasileira. “Acreditamos que o desempenho recente do peso é um guia útil, já que as duas moedas tendem a se comportar de forma semelhante. Ainda assim, consideraríamos este um cenário otimista para o real”, afirmou Alves.

A estrategista também analisou o comportamento do câmbio em eleições presidenciais anteriores no Brasil. Em 2014 e 2022, movimentos registrados depois do primeiro turno foram parcialmente revertidos antes da segunda votação. Em 2018, o real alcançou seu nível mais elevado na sexta-feira anterior ao segundo turno. “Isso acontece porque o mercado de câmbio pode mudar rapidamente o foco para os resultados práticos das políticas públicas logo após o primeiro turno, como também foi o caso em 2002”, afirmou Alves.

Além do cenário político e fiscal brasileiro, fatores externos também podem interferir nas cotações, entre eles o comportamento global do dólar, os preços das commodities, os juros nos Estados Unidos e a percepção de risco.

Leave a Reply

Your email address will not be published. Required fields are marked *