O senador e candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) afirmou, nesta terça-feira (6), que seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, não ocupará um cargo em seu eventual governo. O parlamentar também descartou a possibilidade de Jair disputar novamente a Presidência em 2030 e reafirmou a intenção de acabar com a reeleição para o Executivo federal.
As declarações foram dadas após o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, admitir a possibilidade de Jair Bolsonaro voltar a concorrer ao Palácio do Planalto em 2030, caso Flávio seja eleito neste ano. O senador contestou a hipótese e mencionou a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que apresentou em março para alterar as regras eleitorais.
“Valdemar falou uma coisa, não sei de onde ele tirou isso. Acho que o Valdemar não leu a PEC. Na PEC, obviamente, eu me comprometo ali com o fim de reeleição para presidente da República. É o Congresso que vai definir qual vai ser a redação que vai ser dada a ela. Mas a tendência é discutir a questão do tempo do mandato, se isso vai ser replicado para governadores e prefeitos, ou seja Executivo”, explicou.
++ Reginaldo Sardinha e Telma Rufino reassumem cargos no DF após derrota eleitoral
Segundo Flávio, a proposta também deverá incluir uma regra para impedir que parentes de até terceiro grau do presidente disputem a sucessão presidencial. Na avaliação do candidato, essa restrição afastaria a possibilidade de Jair Bolsonaro concorrer ao cargo em 2030.
O senador também comentou qual seria o papel do pai caso vencesse a eleição. Embora tenha afastado a possibilidade de uma nomeação para o governo, afirmou que pretende continuar recorrendo a Jair para receber orientações. “O presidente Bolsonaro nunca me pediu, nunca discutiu o espaço no governo, participar ou não. Eu sempre disse que ele vai ser eternamente o meu professor, é o meu conselheiro, para quem eu sempre vou perguntar alguma coisa”, afirmou.
++ Dia das Crianças: 10 Brinquedos que marcaram a infância nos anos 80
Flávio voltou a dizer que o ex-presidente não manifestou interesse em assumir uma função administrativa nem solicitou espaço em uma eventual gestão do filho. “Não tem conversa, ele nunca me pediu para fazer parte de governo, ele não tem possibilidade de disputar a próxima eleição presidencial”.
A PEC defendida pelo senador ainda depende de análise e aprovação do Congresso Nacional. Por isso, tanto o fim da reeleição quanto a restrição à candidatura de familiares são propostas e não representam mudanças já em vigor na legislação eleitoral.
Com as declarações, Flávio se posicionou contra a possibilidade levantada por Valdemar Costa Neto e indicou que, caso seja eleito, pretende manter o pai como conselheiro, sem lhe atribuir um cargo formal no governo.















Leave a Reply