O avanço dos alertas de desmatamento na Amazônia em setembro de 2026 e a intensificação das queimadas no Amazonas reacenderam o debate sobre a preservação ambiental no Brasil. A situação também trouxe à tona a atuação de artistas que se manifestaram sobre o tema nos últimos anos e apoiaram Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas eleições presidenciais de 2022.
Segundo dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), a área sob alerta de desmatamento na Amazônia chegou a aproximadamente 350 km² em setembro, um aumento de 9% em relação ao mesmo mês de 2025, quando foram registrados 327 km². Apesar da alta mensal, o acumulado de janeiro a setembro apresentou redução de 27% em comparação com o mesmo período do ano anterior.
A situação também preocupa no Amazonas, onde os incêndios florestais provocaram uma crise ambiental. Entre 1º e 12 de outubro, foram registrados cerca de 1.600 eventos de fogo no estado, crescimento de 260% em relação ao mesmo intervalo de 2025. A fumaça prejudicou a qualidade do ar em Manaus, levou à suspensão de atividades presenciais em instituições de ensino e contribuiu para o reconhecimento de situação de emergência em 36 municípios.
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Em meio ao cenário, manifestações de artistas sobre a preservação da Amazônia voltaram a ser lembradas nas redes sociais. Durante o governo de Jair Bolsonaro (PL), nomes como Caetano Veloso, Daniela Mercury, Seu Jorge, Emicida, Nando Reis, Maria Gadú e Lázaro Ramos participaram de mobilizações relacionadas à proteção ambiental.
Em março de 2022, integrantes desse grupo estiveram no Supremo Tribunal Federal (STF) para solicitar prioridade no julgamento de processos ligados ao desmatamento da Amazônia, ao Fundo Amazônia, ao Fundo Clima e às queimadas no Pantanal. Na ocasião, os artistas entregaram um documento com 42 assinaturas aos ministros da Corte.
A participação dos artistas nas mobilizações anteriores voltou a alimentar questionamentos sobre a continuidade de suas manifestações públicas diante dos problemas ambientais registrados durante o governo Lula.
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Os indicadores também mostram que o cenário ambiental apresenta diferenças conforme o período analisado. Embora setembro tenha registrado aumento nos alertas, a taxa consolidada de desmatamento da Amazônia Legal em 2025 foi de 5.731 km², uma redução de 12,07% em relação a 2024, segundo o Inpe.
Enquanto isso, o combate aos incêndios mobiliza autoridades estaduais e federais. O governo federal anunciou o envio de aeronaves e brigadistas para atuar nas áreas afetadas, em meio a divergências entre representantes das administrações estadual e federal sobre os pedidos anteriores de apoio.
A crise mantém em discussão tanto a responsabilidade do poder público na proteção da floresta quanto a participação de figuras públicas na defesa de causas ambientais, independentemente de quem esteja à frente do governo federal.















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