Agora! Flávio Bolsonaro afirma que irá combater o crime organizado como fizeram em El Salvador

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O senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) afirmou, durante um encontro com empresários em São Paulo, que pretende ampliar as medidas de combate à criminalidade caso seja eleito. Nesta quarta-feira (13), o parlamentar defendeu a criação de mais de 500 mil vagas no sistema prisional, o aumento das penas para determinados crimes e a aplicação de castração química a autores de abusos contra mulheres e crianças. Ao apresentar as propostas, afirmou que deseja adotar medidas mais rígidas do que as implementadas pelo governo de Nayib Bukele, em El Salvador.

Durante o evento, Flávio citou conversas com o senador eleito Guilherme Derrite e detalhou algumas das mudanças que pretende implementar na legislação penal. Entre elas, está a previsão de uma pena mínima de oito anos de prisão para o crime de roubo de celular, além da obrigatoriedade de trabalho para os condenados.

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“Já tenho trocado umas ideias com o (senador eleito Guilherme) Derrite, porque eu estou achando que El Salvador é pouco. Vou fazer mais de meio milhão de vagas em presídios para prender estuprador. E abusador de mulher e criança vai sofrer castração química e vai ficar preso muito mais tempo. Ladrão de celular, a gente vai mudar a lei no Congresso, vai ser no mínimo oito anos de cadeia. Vai ficar preso e vai ser obrigado a trabalhar para dar valor a como é difícil comprar um celular”, declarou.

As propostas foram apresentadas em um encontro organizado por entidades empresariais, entre elas a Confederação das Associações Comerciais do Brasil, a Federação das Associações Comerciais de São Paulo e a Associação Comercial de São Paulo.

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O modelo de segurança pública adotado em El Salvador tem sido citado por Flávio ao longo da campanha presidencial. Em agosto, o senador chegou a se reunir com o ministro da Justiça do país para discutir o tema.

Desde 2022, o presidente salvadorenho, Nayib Bukele, mantém um regime de exceção que ampliou os poderes das forças de segurança e permitiu detenções sem ordem judicial. O governo atribui à política a redução dos homicídios, mas organizações de direitos humanos denunciam prisões arbitrárias, tortura, mortes de detentos e perseguição a jornalistas e ativistas.

Após o encontro com empresários, Flávio participou de uma agenda na Avenida Paulista acompanhado do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), e do prefeito da capital, Ricardo Nunes (MDB).

 

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