O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), reeleito para um quarto mandato, apresentou propostas para os próximos quatro anos que incluem o fim da escala de trabalho 6×1, a ampliação de programas educacionais, mudanças no Sistema Único de Saúde (SUS) e a criação de um Ministério da Segurança Pública. As medidas fazem parte do plano de governo para o período de 2027 a 2031, registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Uma das principais promessas é reduzir a jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais, sem diminuição dos salários, e acabar com a escala 6×1, na qual o trabalhador tem apenas um dia de descanso a cada seis trabalhados. A mudança depende de aprovação no Congresso Nacional.
Na área econômica, Lula pretende manter a política de valorização do salário mínimo, garantindo reajustes acima da inflação. O programa também prevê ampliar o acesso ao crédito para pequenos empreendedores, oferecer assistência técnica e fortalecer iniciativas voltadas às micro e pequenas empresas.
Na educação, o presidente se comprometeu a manter e fortalecer o Pé-de-Meia, programa que oferece incentivos financeiros para estudantes do ensino médio público. O plano também estabelece a ampliação do ensino em tempo integral, a expansão dos institutos federais e a universalização do acesso à internet nas escolas.
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Outra prioridade é melhorar o acesso aos serviços públicos de saúde. Entre as propostas estão a implantação do prontuário único do cidadão e a ampliação das ferramentas digitais para marcação de consultas e consulta a resultados de exames.
O governo também pretende utilizar inteligência artificial para auxiliar na organização das filas do SUS, permitindo a priorização de pacientes conforme a gravidade dos casos e os riscos clínicos.
A Farmácia Popular continuará entre as prioridades. O plano prevê manter a distribuição gratuita de medicamentos e ampliar o programa para incluir exames laboratoriais e procedimentos de acompanhamento de doenças crônicas, como hipertensão e diabetes.
Na segurança pública, Lula pretende criar um ministério específico para a área, condicionado à aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública. A pasta seria responsável por coordenar políticas nacionais e fortalecer a integração entre o governo federal, os estados e os municípios.
O programa também prevê ampliar o combate ao financiamento de organizações criminosas, fortalecer investigações sobre lavagem de dinheiro e intensificar ações contra o tráfico de armas e as milícias.
No sistema penitenciário, as propostas incluem ampliar a capacidade operacional das penitenciárias federais e estabelecer regras nacionais para a classificação e transferência de presos considerados de alta periculosidade.
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As políticas voltadas às mulheres também fazem parte dos compromissos. Lula pretende ampliar a rede de enfrentamento à violência, incluindo as Casas da Mulher Brasileira e os centros de referência, além de fortalecer mecanismos de proteção às vítimas.
Na área ambiental, o presidente mantém a meta de alcançar o desmatamento líquido zero até 2030. O programa prevê investimentos em preservação, monitoramento ambiental e medidas de adaptação às mudanças climáticas.















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