O processo judicial contra o jogador de futebol Neymar Jr., ajuizado em 2021, entrou em sua reta final e ganhou novos desdobramentos. Na época, o ativista Agripino Magalhães acusou o marido de Bruna Biancardi de planejar um assalto armado contra ele após ser alvo de uma série de denúncias.
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Uma decisão recente, emitida em setembro deste ano, determinou que as partes envolvidas apresentassem suas Alegações Finais. Elas consistem na última oportunidade de manifestação dos envolvidos antes da prolação da sentença final.
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ENTENDA
Nesta terça-feira (27/10), o autor da ação, Agripino Magalhães, apresentou suas alegações e sustentou que o tribunal havia indeferido anteriormente seus pedidos de produção de provas, fato que teria o prejudicado injustamente. Nesse sentido, o ativista requereu que o feito não seja julgado neste momento e que as provas solicitadas por ele sejam autorizadas, revertendo a decisão anterior.
O autor da ação afirmou, ainda, que a recusa ao seu pedido poderá configurar cerceamento da defesa e “infringirá a legislação pacífica do Supremo Tribunal Federal”. Magalhães pediu que, caso seu pleito seja indeferido, a ação seja julgada procedente para a condenação de Neymar e de Davi de Costa Paiva Tangerino, advogado do jogador que também consta como réu.
O ativista afirmou também que a advogada que representa o atleta prejudicou o andamento do procedimento e faltou com a verdade perante o juízo, motivo pelo qual pediu a instauração de um procedimento criminal contra ela. Vale lembrar que Magalhães busca uma indenização por danos materiais de R$ 42 mil e uma indenização por danos morais no valor de R$ 1 milhão.
Neymar e Davi também apresentaram suas alegações, respectivamente, nos dias 13 e 21 de outubro. Ambos pediram que a ação seja julgada improcedente e concordaram ao sustentar que o ativista não comprovou sua participação nas supostas ameaças recebidas, no roubo de seu celular ou nos prejuízos financeiros e morais alegados.
ENTENDA O CASO:
* Em 2021, Agripino Magalhães acusou o jogador de futebol Neymar de planejar um assalto armado contra ele, após iniciar uma série de denúncias contra o craque por supostas práticas de homofobia
* Na ação, o ativista também acusa o advogado de Neymar, Davi de Paiva Costa Tangerina, por ameaças de morte
* Na época, Magalhães afirmou que estaria sofrendo ameaças de morte por parte de Neymar e seu advogado e disse que “foi assaltado a mando deles”
* No inquérito, constam supostos diálogos homofóbicos do craque com amigos. Nessas conversas, Neymar e os amigos estariam falando do modelo Tiago Ramos, ex-namorado de Nadine Gonçalves, mãe do jogador
* Sobre o episódio, Magalhães conta que Neymar passou a vociferar contra Tiago, sinalizando que os gays “deveriam ser mortos e empalados vivos”.
* Na época, a defesa do ativista também alegou que ameaças escritas e veladas passaram a ser pontuais
* Agripino cobra uma indenização de Neymar e de seu advogado no valor de R$ 1 milhão por danos morais, além de R$ 42 mil por danos materiais
Tags: homofobia, Neymar Jr.








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