O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) conseguiu reverter uma desvantagem de 2,22 milhões de votos em relação a Flávio Bolsonaro (PL) e venceu o segundo turno das eleições presidenciais com uma diferença de 4,43 milhões. A mudança foi possível porque o petista conquistou uma parcela maior dos votos adicionais registrados na segunda etapa, que teve aumento no comparecimento dos eleitores e redução dos votos brancos e nulos.
No primeiro turno, Flávio havia recebido 56,10 milhões de votos, enquanto Lula somou 53,88 milhões. Já na votação decisiva, o petista alcançou 64,26 milhões, contra 59,83 milhões do adversário. Com isso, a diferença entre os dois candidatos mudou aproximadamente 6,6 milhões de votos.
O crescimento de Lula foi de 10,38 milhões de votos entre as duas etapas. Flávio, por sua vez, acrescentou 3,72 milhões à votação inicial. Juntos, os dois finalistas receberam cerca de 14,1 milhões de votos a mais no segundo turno.
Desse total, aproximadamente 73,6% do crescimento ficou com Lula, enquanto Flávio recebeu 26,4%. Essa diferença ajuda a explicar como o presidente conseguiu ultrapassar o adversário, mesmo tendo terminado a primeira etapa atrás.
++ Mega-Sena 3075 sorteia R$ 300 milhões nesta segunda (26/10); confira o resultado
Um dos pontos que chamaram atenção foi o fato de Lula ter conquistado mais votos adicionais do que a soma dos candidatos eliminados. No primeiro turno, os demais concorrentes receberam, juntos, aproximadamente 9,32 milhões de votos, enquanto o petista ampliou sua votação em 10,38 milhões.
A explicação está nas mudanças registradas entre as duas votações. Além dos eleitores que haviam escolhido outros candidatos, houve aumento no comparecimento às urnas e diminuição da quantidade de pessoas que votaram em branco ou anularam o voto.
A abstenção passou de 21,08% no primeiro turno para 19,21% no segundo. Em números absolutos, aproximadamente 33,47 milhões de brasileiros deixaram de votar na primeira etapa, contra 30,46 milhões na votação seguinte. Os dados apresentados indicam um crescimento de cerca de 2,83 milhões no comparecimento.
Outra mudança ocorreu nos votos brancos e nulos. No primeiro turno, essas duas categorias somaram aproximadamente 5,98 milhões de votos. No segundo, o total caiu para 4,15 milhões, uma redução de 1,83 milhão.
Assim, os 9,32 milhões de votos dos candidatos eliminados não eram a única possibilidade de crescimento para os finalistas. Havia também os eleitores que não participaram da primeira votação e aqueles que haviam optado por votar em branco ou anular o voto.
++ Shawn Mendes publica foto aos beijos com Marquezine, e fãs reagem: “Apaixonado”
Considerando os números apresentados, os votos dos candidatos eliminados, o aumento do comparecimento e a redução dos brancos e nulos representam aproximadamente 14 milhões de votos que poderiam contribuir para o crescimento das votações de Lula e Flávio.
Isso não significa que todos esses eleitores tenham necessariamente escolhido um dos candidatos ou que tenham mantido suas preferências entre as duas etapas. Os números totais não permitem identificar individualmente como cada pessoa votou, mas demonstram que o aumento da votação dos finalistas não depende apenas da transferência de votos dos concorrentes eliminados.
Ao conquistar uma parcela maior desse crescimento, Lula conseguiu superar a vantagem inicial de Flávio Bolsonaro e terminar o segundo turno com aproximadamente 4,43 milhões de votos à frente do adversário.















Leave a Reply