O cantor Jão relembrou a morte do pai, Carlos Alberto Balbino, e afirmou que usou um áudio do empresário na música “Memórias Póstumas” como forma de eternizar sua relação com o patriarca. O pai do artista morreu no ano passado, aos 61 anos. A perda repentina inspirou o álbum mais recente do músico.
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DESABAFO
Em entrevista ao Sem Censura, da TV Brasil, o cantor abriu o coração e disse que decidiu incluir um áudio do pai na canção após a morte dele. Em seguida, afirmou que essa foi uma das formas que encontrou para manter o patriarca vivo.
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“Eu acho que eu (…) sou meio guardião das memórias da minha família. Gosto muito de estar com as caixas [de fotos]. Eu que digitalizei tudo para não perder. Está tudo na minha casa. E tenho tido esse papo com o meu pai, assim, pela música… Quero eternizar ele”, disse o artista na conversa com Cissa Guimarães.
Jão continuou o relato, recordando outro familiar. “Eu tive uma realização quando estava na cidade, na minha cidade. A gente estava vendo fotos antigas de família, e era o casamento de uma tia nossa que a gente conhecia como a ‘tia doida’, que ia aos casamentos, pegava o bolo, cortava, colocava na bolsa e ia embora”, comentou.
“Eu estava vendo as fotos dela, ela no casamento dela, linda, e pensando: ‘Nossa, ela era uma pessoa que tinha uma vida inteira, ela tinha sonhos, ela tinha relações, ela tinha gente que odiava ela, que amava ela’… E só quem conheceu ela sabe como ela era”, disse o artista.
COMPROMISSO
O cantor afirmou que tem o compromisso de manter viva, na família, a memória do pai. “Eu tenho esse compromisso comigo de honrar e eternizar o meu pai, para que meus filhos um dia entendam quem é o avô, saibam a voz dele, saibam do que ele gostava, as coisas que ele amava, as coisas que ele odiava. Então, é um compromisso meu com ele”, completou.
Diante do significado que a canção passou a ter, Jão disse que hoje se emociona ao ouvir a voz do pai. “Eu não consigo ouvir essa música”, disse, emocionado.
Tags: Jão, Carlos Alberto Balbino, música, Sem Censura











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