Uma jovem de 18 anos, identificada como Clara Thaís Silva Maia, foi atacada com golpes de faca pelo próprio namorado, Eduardo Ronald Ferreira, também de 18 anos, após comemorar a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), no último domingo (25), em Umarizal, no Rio Grande do Norte. Segundo informações do Metrópoles, o suspeito teria cometido o crime após se revoltar com o resultado da eleição presidencial, que terminou com a derrota de Flávio Bolsonaro (PL).
Clara estava na residência do namorado quando foi atingida por pelo menos quatro facadas. Os golpes atingiram o pescoço e a traqueia da jovem, que precisou ser socorrida e encaminhada a um hospital. Devido à gravidade dos ferimentos, ela passou por uma cirurgia e foi internada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) de uma unidade de saúde em Mossoró.
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Apesar das lesões, a vítima apresentou melhora durante a internação. De acordo com a advogada Helena Belmont, responsável por sua representação, Clara apresenta quadro clínico estável, voltou a respirar sem a ajuda de aparelhos e já conseguiu caminhar alguns passos. A jovem também foi extubada na quinta-feira (28).
O suspeito foi preso após o crime e passou por audiência de custódia. A Justiça decidiu converter a prisão em flagrante em preventiva, mantendo Eduardo Ronald detido enquanto o caso segue sob investigação.
Segundo a advogada, o relatório policial registra que Eduardo admitiu verbalmente aos agentes que atenderam à ocorrência ter atacado a namorada com uma faca. “A equipe policial ao chegar no local do crime encontrou a jovem jogada no chão, todo ambiente coberto de sangue e uma faca próxima ao seu corpo”, descreveu Helena.
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A representante de Clara também se manifestou sobre a violência sofrida pela jovem e defendeu que casos de agressão contra mulheres sejam tratados com responsabilidade pelas autoridades. “É necessário dar visibilidade aos episódios de agressão, identificar os investigados com responsabilidade e cobrar respostas efetivas das instituições; reafirmamos nosso compromisso com a busca pela Justiça, com a proteção de Clara e com o respeito à sua recuperação”, afirmou.
Clara permanece internada, enquanto Eduardo Ronald segue preso preventivamente.















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