Choque anafilático: Médico explica reação alérgica que causou a morte de Janaína Barbosa

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A família da ex-apresentadora Janaína Barbosa anunciou ao público que a comunicadora faleceu na última terça-feira (03), após sofrer uma reação alérgica grave. No comunicado, os familiares informaram que a jornalista, conhecida por sua trajetória na televisão e por comandar o programa “TV Fama”, da RedeTV!, morreu aos 48 anos em decorrência de um choque anafilático. Diante da repercussão da notícia, o portal LeoDias compartilhou uma entrevista com o médico emergencista Dr. Yuri Castro para explicar o que é essa condição, quais são os principais sintomas e como agir diante de uma situação de emergência.

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Segundo o especialista, o choque anafilático é a manifestação mais grave da anafilaxia, uma reação alérgica intensa que pode comprometer diferentes órgãos do organismo e levar à morte. Durante o processo, o corpo libera substâncias inflamatórias, como a histamina, provocando a dilatação dos vasos sanguíneos e a queda brusca da pressão arterial. Sem atendimento rápido, a circulação pode ser comprometida e órgãos podem entrar em falência.

Entre os principais desencadeadores estão alimentos como leite, ovos, amendoim, castanhas, peixes e frutos do mar, além de medicamentos, especialmente alguns antibióticos e anti-inflamatórios. Picadas de insetos, como abelhas e vespas, também podem provocar reações graves. Os primeiros sinais incluem coceira intensa, vermelhidão, urticária e inchaço nos lábios, rosto e língua. Em situações mais graves, podem surgir falta de ar, chiado no peito, sensação de garganta fechando, tontura, palpitações, queda de pressão e desmaios.

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O médico alerta que, diante de sintomas como dificuldade para respirar ou inchaço na garganta, é fundamental procurar ajuda imediatamente. A primeira medida é acionar o SAMU, pelo número 192. Caso a pessoa tenha um autoinjetor de adrenalina prescrito, o dispositivo deve ser utilizado conforme orientação médica. Enquanto o socorro não chega, é importante evitar que a vítima caminhe ou se levante. O especialista também ressalta que não se deve oferecer alimentos, líquidos ou medicamentos por via oral quando houver dificuldade para engolir ou alteração da consciência. O atendimento rápido é fundamental, já que a anafilaxia pode evoluir rapidamente e colocar a vida em risco.

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