Candidatos ao governo de Minas trocam acusações em debate na Band

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Candidatos ao governo de Minas Gerais durante o primeiro debate da Band Minas (Foto: Instagram)

Belo Horizonte — O primeiro debate televisivo entre os candidatos ao governo de Minas Gerais nas eleições deste ano foi marcado por trocas de acusações, críticas ao governo atual e discussões sobre a dívida bilionária do estado. O evento, organizado pela Band Minas, ocorreu na noite deste domingo (16/8).

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Participaram do debate Cleitinho Azevedo (Republicanos), Alexandre Kalil (PDT), Flávio Roscoe (PL), Gabriel Azevedo (MDB) e Mateus Simões (PSD). O candidato do PT, deputado federal Patrus Ananias, não esteve presente.

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Durante o debate, os candidatos abordaram temas como o Programa de Pleno Pagamento de Dívidas dos Estados (Propag), segurança pública, feminicídio, privatizações, estradas, saúde, educação, saneamento e o IPVA. Houve também confrontos pessoais e acusações de corrupção e nepotismo.

A dívida de Minas e a adesão ao Propag foram assuntos centrais. Alexandre Kalil chamou o programa de "agressão a Minas" e disse que o acordo poderia deixar o estado "ingovernável". Cleitinho defendeu uma nova negociação com o governo federal, afirmando que nenhum candidato poderia prometer quitar a dívida em um mandato. "Qualquer candidato que disser que vai pagar essa dívida em quatro anos está mentindo", afirmou.

Kalil questionou Cleitinho sobre a aprovação do Propag, enquanto Cleitinho respondeu que o programa é um "mal necessário" e defendeu diálogo com o próximo presidente da República. Ele também declarou apoio a Flávio Bolsonaro (PL) na corrida presidencial.

Simões comentou que Minas já pagou R$ 13 bilhões da dívida e que as parcelas cabem no caixa estadual, mas com dificuldades. Roscoe pediu uma nova renegociação para proteger a capacidade de investimento, enquanto Gabriel destacou a necessidade de controlar despesas e rever subsídios.

A segurança pública gerou momentos de tensão. Gabriel acusou Simões de "trair" a Polícia Militar ao não cumprir acordos salariais. "O atual governador traiu a Polícia Militar", afirmou Gabriel, que prometeu valorizar as categorias.

Cleitinho se manifestou contra o uso de câmeras corporais por policiais, afirmando que os equipamentos deveriam ser usados por fiscais estaduais para evitar abusos contra trabalhadores. Ele também endureceu o discurso contra organizações criminosas.

O tema do feminicídio gerou um confronto entre Kalil e Simões. O governador destacou a presença de mulheres no comando das forças de segurança, enquanto Kalil criticou a política de segurança do atual governo.

Em relação ao IPVA e privatizações, Cleitinho prometeu que veículos não serão apreendidos apenas por falta de pagamento do IPVA, mas Simões alertou para os impactos nas receitas municipais. Cleitinho afirmou que não pretende privatizar a Cemig e criticou seu uso como moeda de troca política.

Roscoe defendeu a privatização da Copasa para aumentar a capacidade de investimento e universalizar o saneamento básico. "A privatização é fundamental e vai impulsionar a solução do problema do saneamento", afirmou.

Simões e Kalil se enfrentaram novamente ao discutirem escândalos de corrupção. Simões acusou Kalil de nepotismo e uso indevido de recursos da prefeitura, enquanto Kalil negou as acusações.

Gabriel e Kalil também trocaram provocações, com Gabriel acusando Kalil de falta de controle emocional. Na reta final, Gabriel voltou a criticar Kalil sobre a exploração de terras raras, levando a um bate-boca que quase resultou no corte dos microfones dos candidatos.

A situação das estradas mineiras foi discutida, com Simões defendendo investimentos no setor e Roscoe prometendo priorizar as estradas caso seja eleito. Na saúde, Roscoe defendeu a ampliação de hospitais regionais, e na educação, Cleitinho prometeu valorizar os professores e Roscoe defendeu investimentos em educação tecnológica.

O deputado federal Patrus Ananias não participou do debate, pois estava em São Paulo para um evento da campanha de reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A Band convidou os seis candidatos ao governo de partidos ou federações com pelo menos cinco representantes no Congresso Nacional, conforme a legislação eleitoral.

O debate deste domingo abriu a série de confrontos televisivos entre os principais candidatos ao Palácio Tiradentes na campanha de 2026.

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