
Presidente dos EUA anuncia redução de exercícios militares com a Coreia do Sul (Foto: Instagram)
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou nesta segunda-feira (17/8) que decidiu diminuir consideravelmente os exercícios militares conjuntos com a Coreia do Sul. A decisão veio após sua insatisfação com a negativa de Seul em apoiar os EUA na guerra contra o Irã.
++ Sistema de IA mostra como pessoas estão criando conteúdo diário sem gravar vídeos
Trump mencionou que recentemente conversou por telefone com o presidente sul-coreano, Lee Jae Myung, solicitando uma "pequena ajuda" na operação contra Teerã. Segundo Trump, Lee afirmou que a Coreia do Sul preferia não se envolver no conflito.
++ Bomba! Astro de Hollywood, Joe Manganirllo revela ter amputado membro
Trump considerou a resposta incoerente, já que cerca de 39 mil soldados americanos estão na Coreia do Sul para proteger o país de possíveis agressões da Coreia do Norte. "Temos 39 mil soldados lá, protegendo você de Kim Jong-un, seu vizinho, e você não vai nos ajudar em uma operação militar muito simples no Irã?", questionou Trump.
O presidente destacou que os EUA gastam bilhões de dólares para garantir a segurança de seus aliados e que isso não deveria continuar sem apoio recíproco. "Não podemos sair por aí protegendo todos esses países, especialmente quando eles não estão lá para nos ajudar", afirmou.
A decisão foi anunciada por Trump no domingo (16/8), antes do início do Ulchi Freedom Shield, principal exercício militar anual realizado por Estados Unidos e Coreia do Sul. As manobras começaram nesta segunda-feira e estão programadas para durar até 27 de agosto.
O treinamento envolve cerca de 18 mil militares sul-coreanos, além de forças americanas e integrantes de países vinculados ao Comando das Nações Unidas na Coreia. Apesar da ordem de Trump, o governo sul-coreano informou que os exercícios continuariam conforme planejado.
Além da falta de apoio no conflito com o Irã, Trump afirmou que os exercícios são caros e podem representar uma provocação desnecessária à Coreia do Norte. Ele destacou sua relação com Kim Jong-un, que descreveu como "muito boa", como parte da justificativa para reduzir as operações conjuntas.
A medida ocorre em um momento de tensão na península, com a Coreia do Norte mantendo seu programa de mísseis e estreitando laços militares com a Rússia. Recentemente, autoridades sul-coreanas relataram uma incursão breve de soldados norte-coreanos pela linha de demarcação militar, respondida com disparos de advertência.
Mesmo diante desse cenário, Trump defendeu a redução das manobras. "Tudo o que eu quero é justiça", declarou o presidente.







Leave a Reply