Marco Furlan permanece preso; defesa aguarda a decisão judicial

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Ex-ator Marco Furlan segue detido em SP após acusação de estupro de vulnerável (Foto: Instagram)

O ator Marco Furlan continua detido em São Paulo, uma semana após sua defesa ter solicitado a revogação de sua prisão. Ex-ator da Globo, ele está preso desde o dia 2 de agosto, acusado de ter estuprado uma criança de cinco anos durante uma festa.

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A advogada de Furlan, Graciele Queiroz, informou ao Metrópoles nesta terça-feira (18/8) que o pedido de revogação da prisão “ainda não foi analisado”. “Estamos aguardando a decisão da juíza”, afirmou Queiroz à reportagem.

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No dia 12 de agosto, Graciele solicitou a liberação do ator e questionou o andamento das investigações. Ela ainda argumentou que seu cliente não representa risco ao caso: “Qual é o perigo que Marco oferece, já que ele reside a mais de 130 km da chácara?”.

ACUSAÇÃO CONTRA MARCO FURLAN
Marco Furlan está sendo investigado por suspeita de estupro de vulnerável envolvendo uma criança de cinco anos. O incidente ocorreu na madrugada de 2 de agosto, em uma propriedade localizada em Pindamonhangaba, no interior de São Paulo.

Conforme a defesa da criança, a mãe ouviu gritos vindos do quarto onde o filho dormia. Ao entrar no local, encontrou o suspeito sem roupas no mesmo ambiente em que a criança também estava despida. O menino chorava e relatava dor, de acordo com a declaração.

LAUDO DO IML
O Metrópoles divulgou com exclusividade o laudo do Instituto Médico-Legal (IML) sobre o caso. O documento revela que “não há, no presente exame, evidências de lesões corporais”.

O médico-legista Rodrigo Carvalho de Almeida declarou que “não há elementos” de práticas de ato libidinoso no exame realizado no menino, que investigou “lesões de interesse médico legal” na região anal da criança.

O documento também informa que aguarda resultados de exames complementares, como “pesquisa de espermatozoides”. O exame foi realizado em 4 de agosto, dois dias após o ocorrido, em 2 de agosto.

Maria Fernanda Mituo, advogada da criança, declarou à reportagem que, apesar do exame, “as provas da materialidade são incontestáveis”.

“Embora o exame físico realizado até o momento não tenha identificado lesões macroscópicas, o próprio laudo pericial esclarece que a ausência de lesões físicas não é suficiente, por si só, para afastar a ocorrência do delito investigado, especialmente diante da natureza dos fatos e das particularidades do exame realizado posteriormente ao evento”, afirmou a defesa do menino.

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