
Governador Tarcísio de Freitas em sabatina da Rádio CBN (Foto: Instagram)
O governador de São Paulo e candidato à reeleição, Tarcísio de Freitas (Republicanos), declarou nesta quinta-feira (20/8) que não tem dúvidas sobre a segurança das urnas eletrônicas, apesar das críticas de Flávio Bolsonaro (PL) ao sistema.
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"Tenho plena confiança na segurança das urnas. Isso não deve ser mais uma pauta", afirmou Tarcísio. A declaração foi feita durante uma sabatina realizada pela Rádio CBN, em parceria com os jornais O Globo e Valor Econômico.
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Na entrevista, Tarcísio também abordou temas nacionais, como o impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). O candidato afirmou que "não se deve personalizar o debate" sobre o impeachment, mas que o recurso é legítimo.
"Se um presidente da República pode ser alvo de impeachment, um ministro também pode", disse ele. O tema tem sido frequente nos discursos de Flávio e de outros candidatos bolsonaristas, que desejam retirar o ministro Alexandre de Moraes da corte.
Tarcísio também defendeu que o país passe por uma reforma política, incluindo a implementação do voto distrital e o fim da reeleição.
"A reforma política talvez seja a base de todas as outras reformas", afirmou Tarcísio, argumentando que há um "consenso em formação" sobre o assunto no país. Ele explicou que o voto distrital pode melhorar a representação no Congresso e que acabar com a reeleição "é essencial".
Questionado se a defesa de Flávio Bolsonaro pelo fim da reeleição era um sinal para ele, Tarcísio disse que o recado era para "todo o grupo" e negou estar mirando 2030. "O gesto do Flávio não é uma sinalização para mim, é para todo o grupo. Não é hora de pensar em 2030, ainda há muito a acontecer."
Apesar disso, o governador tem abordado questões nacionais em sua campanha. O vídeo de apresentação de sua candidatura apresenta Tarcísio como um "exemplo para o Brasil".
CÂMERAS CORPORAIS
Ao tratar de assuntos estaduais, o governador afirmou que, se reeleito, manterá o uso de câmeras corporais nos policiais, como é feito atualmente, apesar das críticas do Ministério Público (MPSP).
"Será mantido. Não é diferente do que ocorre em outros países. […] A câmera usada em São Paulo é a mesma usada em Paris", disse ele.
Questionado sobre o aumento dos feminicídios no estado e os cortes de verbas para a Secretaria de Políticas para a Mulher, Tarcísio negou que tenha havido cortes nos investimentos para as mulheres. Ele explicou que a Secretaria da Mulher coordena ações com outras secretarias, mas não é responsável por executá-las. "É uma secretaria transversal."
PRIVATIZAÇÃO DO TRANSPORTE
Ao ser indagado sobre os problemas após a concessão das linhas 11, 12 e 13 de trens à iniciativa privada, Tarcísio defendeu a Trivia, empresa contratada para operar as linhas.
"A Trivia faz parte do grupo Comporte, um grupo muito grande, da família Constantino", mencionou ele, citando que a empresa também opera o metrô de Salvador e Belo Horizonte.
O governador também afirmou que a decisão de revisar o contrato da Linha 17-Ouro, devolvendo a responsabilidade ao metrô, é uma "estratégia financeira".
"Nós vemos ali uma oportunidade. O metrô está operando bem e essa linha já está concedida, faz parte da concessão da linha 5, da Motiva. Se eu retirar isso da Motiva, crio um reequilíbrio financeiro a favor do estado, porque aquela linha é deficitária, gerando assim um excedente de valor. Com esse excedente posso transformá-lo em investimento. Vou ajudar a financiar a extensão da Linha 5 até o Jardim Ângela", afirmou.
Na educação, o governador confirmou que deseja aumentar o número de escolas cívico-militares no estado se reeleito, mas não detalhou quantas unidades pretende criar. O modelo é questionado por especialistas.







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