Mulher resgatada acorrentada em Goiás se mudará para DF com os filhos

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Governadora Celina Leão acolhe Emiliane Nunes Carvalho no Palácio do Buriti (Foto: Instagram)

A mulher que foi sequestrada e mantida em cárcere privado por cinco dias pelo ex-marido em Águas Lindas de Goiás (GO), Emiliane Tamara Nunes Carvalho, de 24 anos, decidiu mudar-se para o Distrito Federal.

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Ela tomou essa decisão por questões de segurança e para ter acesso aos programas de assistência social oferecidos pela capital para vítimas de violência doméstica.

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Na quarta-feira (26/8), Emiliane se reuniu com a governadora do DF, Celina Leão (PP), que garantiu o acesso dela a programas assistenciais de proteção à mulher oferecidos pelo GDF, como aluguel social, programa Viva Flor e acompanhamento psicológico.

“Ela deve vir para o Distrito Federal para morar com as crianças e estar sob a proteção dos nossos programas. São três programas: o aluguel social, para que ela tenha uma residência; o programa Viva Flor, e o acompanhamento psicológico. Sinta-se acolhida por nós”, declarou Celina Leão.

Em 17 de agosto, Emiliane estava na região da Morada da Serra e usou um mototáxi para ir a uma clínica na Barragem 1. Câmeras de segurança registraram o momento em que ela deixou o local após a consulta. Conforme informações da PMGO, ela foi sequestrada pelo ex-companheiro e mantida sedada em um cativeiro. A equipe da Companhia de Policiamento Especializado (CPE) Entorno Oeste a encontrou após abordar o ex-companheiro em via pública. Ele tentou fugir e resistiu, mas foi preso.

Emiliane havia solicitado medidas protetivas contra o ex-marido Ailton Rodrigues de Souza, mas o pedido foi indeferido pela Justiça de Goiás. Segundo o Tribunal de Justiça de Goiás (TJGO), a mulher teve uma medida concedida em dezembro de 2020, válida por 180 dias. Em 2021, durante um inquérito, Emiliane afirmou não ter interesse na continuidade da medida.

“O Ministério Público opinou pelo arquivamento do inquérito por falta de justa causa, decisão acolhida pelo juízo competente, que também determinou a revogação e arquivamento da medida protetiva então vigente, devido à sua natureza acessória ao inquérito”, informou o tribunal.

Em 2026, Emiliane fez um novo pedido de medidas protetivas, relatando eventos entre dezembro de 2025 e março deste ano, como danos a uma câmera de segurança e lançamento de artefatos explosivos. O TJGO informou que a vítima não tinha certeza sobre a autoria dos eventos e apenas suspeitava do ex-marido. Posteriormente, ela relatou uma invasão à residência, mas novamente sem elementos que ligassem os fatos ao ex-companheiro.

“O Ministério Público opinou pelo indeferimento do pedido, e o juízo, em decisão fundamentada, indeferiu as medidas protetivas por falta de elementos objetivos que demonstrassem o risco atual e a ligação do requerido aos fatos narrados, mas deixou aberta a possibilidade de novo pedido caso surjam fatos novos e concretos”, afirmou o TJGO.

O TJGO destacou ainda que a decisão deixou aberta a possibilidade de um novo pedido caso surjam fatos novos e concretos.

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