
Equipes de resgate se afastam às margens de rio em Gyirong, no Tibete, diante do risco de nova inundação. (Foto: Instagram)
A China interrompeu as operações de busca no Tibete nesta sexta-feira (28/8) por conta do perigo de que um lago, formado por detritos do deslizamento que atingiu a região, transborde e cause uma nova inundação. De acordo com a emissora estatal CCTV, o lago já começou a transbordar.
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A emissora informou que "todas as equipes de resgate receberam ordens para permanecerem em seus postos e aguardarem novas instruções". No lado tibetano da fronteira, mais de 550 pessoas estão desaparecidas, incluindo 260 estrangeiros.
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O lago está situado a cerca de 10 km do porto de Gyirong e contém mais de dois milhões de metros cúbicos de água. No Nepal, a polícia pediu que tanto as equipes de resgate quanto a população busquem locais seguros. "Fomos informados de que a barragem de água no lado do Tibete rompeu novamente, por isso, todos os profissionais de segurança, equipes de resgate e o público em geral devem estar em alerta e se dirigir para locais seguros", afirmou a polícia do Nepal em comunicado.
A Autoridade Nacional de Redução e Gestão do Risco de Desastres do Nepal também destacou que o fluxo de água com lama e detritos aumentou novamente, havendo risco de novas inundações.
Foi solicitado que todas as pessoas envolvidas em resgate e socorro às margens dos rios Bhote Koshi e Trishuli, bem como aquelas em áreas de risco, tomem precauções máximas e se movam imediatamente para locais seguros ao perceberem qualquer perigo.
O número de mortos subiu para 469 nesta sexta-feira (28/8). Pelo menos 977 pessoas ainda estão desaparecidas, sendo 517 estrangeiros. No total, 3.253 pessoas foram resgatadas com vida. A polícia do Nepal informou que 4.348 agentes estão atuando no local.







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