Desafios da Amazônia: Ausência de Política Corajosa e Novas Descobertas de Petróleo

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Campanha ignora crise e potencial da Amazônia (Foto: Instagram)

A campanha eleitoral oculta os problemas do Brasil. Os candidatos vivem em uma realidade paralela. Os debates são superficiais, repletos de ideias vagas e declarações inflamadas sobre temas aleatórios. Um dos candidatos até sugeriu que o país poderia construir uma bomba atômica. Pura retórica, distante da realidade. Ronaldo Caiado chegou perto ao afirmar que a criminalidade transformou a Amazônia em um santuário, onde traficantes agem livremente. A região virou uma Disneylândia para criminosos.

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Esse é o resultado de séculos de abandono da Amazônia. Recentemente, ambientalistas começaram a clamar pela preservação da floresta, resultando na criação de grandes reservas florestais. A reserva dos ianomanis, no norte de Roraima, por exemplo, tem uma área maior que Portugal, abrigando no máximo três mil indígenas. Não há força armada no Brasil capaz de proteger eficientemente esse território na fronteira com a Venezuela.

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Os jornais relatam ações da Polícia Federal contra garimpos ilegais, mas é como enxugar gelo. Estima-se que cerca de 20 mil garimpeiros operem na Amazônia, envolvendo muito dinheiro e corrupção. O Brasil é refém da crítica de países desenvolvidos, que acusam os brasileiros de não preservar a floresta. Europeus não preservaram nada, e os norte-americanos dizimaram indígenas e cultivaram vastas plantações. Eles dizem "fazendas aqui, florestas lá", sugerindo que enquanto fazem agricultura, os brasileiros devem preservar a Amazônia para que estrangeiros fotografem a fauna local.

Falta uma política corajosa para resolver os problemas da Amazônia e beneficiar os brasileiros. Agora, surge petróleo no Amapá. Ambientalistas clamam pela preservação, mas não protestaram quando o petróleo foi descoberto nas costas de São Paulo, Rio de Janeiro e Espírito Santo. As cidades do litoral fluminense prosperaram, e o pré-sal salvou a economia do centro-sul, retirando o Brasil de uma crise econômica. Antes, o país importava a maior parte do petróleo que consumia, limitando seu crescimento econômico. Até Fernando Gabeira, em artigo recente, apoiou a exploração de petróleo no norte do Brasil.

Em 1982, o Brasil importou petróleo no valor de US$ 8 bilhões, representando 44% das exportações nacionais, com o barril a cerca de US$ 34. Agora, o preço está próximo de US$ 100. Naquela época, a conta petróleo estrangulava o país. Hoje, o Brasil produz mais de quatro milhões de barris e exporta um milhão. A descoberta do pré-sal reinventou o Brasil, abrindo novas possibilidades e permitindo que os brasileiros sonhem em se tornar um país desenvolvido. Os políticos, no entanto, ainda vivem nos anos setenta. O mundo mudou. A China criou o capitalismo de estado, seguido pelo Vietnã. Cuba segue o mesmo caminho. A Albânia, antes radicalmente comunista, tornou-se membro da OTAN e candidata à União Europeia.

Donald Trump é um fenômeno passageiro. Ele encontrou seu Vietnã na guerra contra o Irã, sem saber como encerrá-la. O mundo assiste à decadência de um gigante. O Brasil percebeu a necessidade de buscar novos mercados, acordando de um sono profundo. A descoberta de petróleo no norte trará, em alguns anos, os recursos necessários para integrar a região ao resto do país, permitindo a defesa correta da floresta, controle dos garimpeiros e combate aos traficantes. E integrará o Norte ao país.

A pequena Oiapoque, na fronteira com a Guiana Francesa, tinha um aeroporto modesto. Foi reformado pela Petrobras para receber aviões com operários qualificados e voos regulares. Helicópteros já operam ali. Chegaram forasteiros, comerciantes, padres, advogados, jovens disponíveis e pessoas em busca de emprego. A estrada que liga a cidade a Macapá deve ser asfaltada em breve. Estava em estado bruto desde que o Barão do Rio Branco fixou a fronteira com os franceses no início do século 20. Outra possibilidade que desafiará os ambientalistas é a exploração de petróleo em terra firme na região do rio Tacutu, em Roraima. Do outro lado da fronteira, na Guiana, na bacia do mesmo rio, petróleo jorrou no poço Karanambo I.

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