Alimentação e hábitos diários podem impactar a fertilidade, dizem especialistas

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Gestante acaricia a barriga, simbolizando a preparação ideal para a concepção (Foto: Instagram)

Decidir engravidar envolve mais do que exames e consultas médicas. Parte essencial desse processo começa com escolhas cotidianas, como uma alimentação saudável, sono de qualidade e um estilo de vida equilibrado, que preparam o corpo para a gravidez.

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Esse preparo não se resume a um único alimento, mas sim a um conjunto de hábitos. A ginecologista Michele Panzan, especialista em reprodução humana do Grupo Huntington, destaca que a fertilidade está relacionada ao funcionamento geral do organismo.

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Os cuidados pré-concepcionais são fundamentais antes das tentativas de engravidar. Ajustar a dieta, praticar exercícios, garantir um bom sono e controlar doenças podem melhorar as condições do corpo para a concepção.

Uma alimentação equilibrada é crucial para manter o metabolismo e o sistema hormonal em bom estado. Dietas ricas em frutas, verduras, leguminosas, grãos integrais, azeite e peixes estão associadas a melhores indicadores de saúde.

A nutricionista Bianca Gonçales, da CliNutri, explica que nutrientes como folato, ferro, vitamina B12, vitamina D e ômega 3 são fundamentais. “Eles ajudam na formação de células reprodutivas, no transporte de oxigênio e no controle de inflamações”, afirma.

Hábitos saudáveis antes de engravidar incluem priorizar alimentos in natura e evitar ultraprocessados, consumir uma variedade de frutas e verduras, manter boas fontes de proteínas e gorduras saudáveis, dormir bem, praticar exercícios regularmente, evitar o cigarro, moderar o álcool e controlar doenças preexistentes.

Esses nutrientes estão presentes em alimentos comuns, como verduras verde-escuras, feijão, lentilha e grão-de-bico, que são fontes de ferro e vitamina B12. Peixes como sardinha e salmão oferecem ômega 3, enquanto frutas cítricas auxiliam na absorção de ferro.

Esse padrão se assemelha à dieta mediterrânea, frequentemente ligada à saúde reprodutiva. “O importante é priorizar alimentos in natura, fibras, gorduras boas e antioxidantes”, diz a nutricionista.

Por outro lado, dietas ricas em ultraprocessados, açúcar, álcool e muito restritivas podem interferir nos processos do organismo. “Dietas com pouca proteína ou energia insuficiente também podem prejudicar a formação da gestação”, adiciona.

A preocupação com a fertilidade vai além da alimentação. O ginecologista Alexandre Pupo Nogueira, do Hospital Sírio Libanês, ressalta a importância do peso corporal e do equilíbrio metabólico. “O excesso de gordura pode desregular hormônios e aumentar inflamações, interferindo na ovulação e na implantação do embrião”, afirma.

Ele também sugere ajustes na rotina, como reduzir o consumo de álcool, moderar a cafeína e evitar ultraprocessados. A obesidade está associada a alterações hormonais que podem afetar a fertilidade, por isso o acompanhamento médico é essencial para avaliar e orientar cada caso.

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