Flávio Bolsonaro descarta intervenção dos EUA e defende cooperação contra narcotráfico

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Flávio Bolsonaro em entrevista à Record (Foto: Instagram)

O candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL), declarou neste domingo (30/8) que, caso eleito, não permitirá intervenções dos Estados Unidos no Brasil. Em entrevista à Record, ele afirmou que a colaboração norte-americana se restringirá a acordos no combate ao narcotráfico.

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Flávio Bolsonaro enfatizou: "Não, de forma alguma (sobre permitir a intervenção dos EUA)". Ele destacou que cabe às forças armadas do Brasil, como Exército, Marinha e Aeronáutica, atuar junto às forças estaduais para enfrentar os narcoterroristas no país.

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Apesar disso, o candidato espera estabelecer cooperação com os EUA no combate ao crime organizado. Ele mencionou acordos de cooperação em inteligência, recursos humanos e troca de informações, citando o exemplo do PCC e a lavagem de dinheiro.

Na entrevista, Flávio esclareceu uma declaração de outubro de 2025, quando compartilhou uma postagem do secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, sobre ataques a embarcações suspeitas de transportar drogas. Na ocasião, ele comentou sobre barcos no Rio de Janeiro que inundam o Brasil com drogas.

Flávio explicou que fez uma analogia com as ações do governo americano contra navios de narcoterroristas, mas ressaltou que não pediu bombardeios. Ele destacou que muitas drogas que abastecem o Rio de Janeiro chegam de barco.

O candidato também afirmou que, em seu governo, classificará o Comando Vermelho, PCC e milícias como organizações terroristas. Ele mencionou a iniciativa "Escudo das Américas", que unirá países das Américas no combate ao narcotráfico e ao tráfico de armas, visando sufocar financeiramente essas organizações.

PARTICIPAÇÃO DE BOLSONARO NO GOVERNO
Durante a entrevista, Flávio mencionou que seu pai, Jair Bolsonaro, atuará como "conselheiro" e poderá escolher um papel em seu eventual governo. Questionado sobre a possibilidade de Jair Bolsonaro ser ministro, Flávio disse que dependerá da vontade dele.

"Até hoje eu ouço o presidente Bolsonaro em cada passo que eu dou na minha vida. Penso nele em todos os segundos nessa campanha", afirmou.

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