
Tornozeleira eletrônica desligada mantém Silvia em liberdade mesmo após ordem de prisão (Foto: Instagram)
A diarista Silvia de Amorim Jesus, que o ministro Alexandre de Moraes ordenou prender, está com a tornozeleira eletrônica desligada. A situação foi comunicada ao Supremo Tribunal Federal (STF) após a ordem de prisão para que ela inicie o cumprimento da pena de 14 anos.
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O Tribunal de Justiça de Rondônia (TJRO) enviou um documento ao STF na última segunda-feira (31/8), informando que ainda não conseguiu elaborar um relatório sobre Silvia de Amorim Jesus, de 46 anos, porque a tornozeleira está desligada.
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O TJRO também relatou que não há viatura disponível para realizar diligências no endereço da diarista, que reside em Jaru (RO). O motivo da falta de veículo não foi especificado no documento.
A visita ao endereço de Silvia seria para estabelecer contato e elaborar o relatório sobre o cumprimento das medidas cautelares. Ela permanece em liberdade.
Silvia foi condenada por participação nos atos antidemocráticos de 8 de Janeiro. A ordem de prisão foi emitida por Moraes após a condenação transitar em julgado no STF.
As investigações revelaram que a diarista esteve envolvida na invasão aos prédios públicos no dia 8/1. Mensagens em seu celular mostraram que, um dia antes, ela enviou uma mensagem a um contato chamado "Gil".
“Tô indo para Brasília (…), o movimento é em Brasília (…). Tamo indo pra batalha. A previsão é para invadir e tomar o poder, essa é a chamada dessa vez, é o agro, os caminhoneiros e o povo (…)”, escreveu.
A defesa informou à coluna que pretende solicitar a revisão criminal da condenação.
No dia da invasão, a PF encontrou mensagens e vídeos feitos por Silvia no Palácio do Planalto e nas proximidades do Congresso Nacional, onde ela celebrava os atos.
“É ao vivo meu irmão! Tomemos o poder irmão! Tá pegando fogo!”, dizia uma mensagem enviada a um contato. “Tomemo todos os poderes. Tamo aqui dentro do Planalto, em tudo, tudo. Tá tudo tomado. Chega e vem pra cá”.
Silvia foi presa em 9 de janeiro, um dia após os ataques, por decisão de Moraes. A PF também encontrou no celular dela um áudio em que relatava a depredação e afirmava que participava de uma “guerra”.
“Estamos detidos na PF. Nós tomemo, mas, depois, vieram com muita polícia e jogaram bomba em nós até nós recuar. Bomba e bomba de borracha e spray de pimenta até nós recuar. Mas nós invadimo tudo. Quebramo aquele trem tudo”, disse.
Ela continuou: “Agora pegaram nós de manhã cedo e trouxeram nós pra cá (…). É assim mesmo, nós entra numa guerra e está disposto a qualquer coisa (…). Não me arrependo não, faria tudo de novo. Não vou parar. Nós não vai parar, pode ter certeza. Nós não vai entregar nosso país de mão beijada.”
Com base nas informações obtidas pela PF no celular, o Ministério Público Federal (MPF) ampliou as acusações contra Silvia.
Inicialmente, ela havia sido denunciada por associação criminosa e incitação ao crime, sob a suspeita de ter participado apenas do acampamento em frente ao Quartel-General do Exército, em Brasília.
Com as novas informações, a acusação passou a incluir os crimes de associação criminosa armada, abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado e deterioração de patrimônio tombado.
Por maioria, os ministros Dias Toffoli, Cármen Lúcia, Flávio Dino, Gilmar Mendes, Cristiano Zanin e Edson Fachin acompanharam o voto de Moraes pela condenação a 14 anos de prisão. Nunes Marques, Luiz Fux e André Mendonça divergiram.







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