
BNDES eleva para R$22,6 bi o apoio a exportadores atingidos por tarifas dos EUA (Foto: Instagram)
O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aumentou de R$ 5 bilhões para R$ 9 bilhões os recursos próprios para o Plano Brasil Soberano 3, um programa de apoio a empresas exportadoras afetadas pelo tarifaço dos Estados Unidos.
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Com a adição desses recursos, o orçamento total do plano de apoio às empresas será de R$ 22,6 bilhões. As empresas terão até 15 dias para protocolar seus pedidos de financiamento, seja diretamente no banco ou através de instituições financeiras parceiras.
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Desde os ataques dos Estados Unidos e de Israel ao Irã, o financiamento foi ampliado para outros setores impactados pelo conflito. "Ao apoiar capital de giro, investimentos, inovação, adaptação de processos e abertura de novos mercados, o programa contribui para preservar a competitividade das empresas, fortalecer a capacidade produtiva e ampliar a inserção do Brasil no mercado global", afirmou o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante.
As linhas de financiamento incluem:
- Aplicação para capital de giro
- Capital de giro para exportação
- Aquisição de bens de capital ou investimentos para adaptação de atividade produtiva
- Investimentos que ampliem a capacidade produtiva ou adensem a cadeia de produção
- Investimento em inovação tecnológica ou adaptação de produtos, serviços e processos
- Outras hipóteses definidas pelos ministérios da Fazenda e do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços
Em nota conjunta divulgada na segunda-feira (31/8), os ministérios das Relações Exteriores e do Desenvolvimento, Indústria e Comércio informaram que os ministros comunicaram aos representantes do governo dos EUA que não concordam com "o tratamento discriminatório" e "injusto" dos EUA contra produtos brasileiros.
Do total de recursos disponíveis, R$ 8,8 bilhões serão destinados a exportadores e fornecedores afetados pela aplicação de tarifas comerciais setoriais elevadas pelos Estados Unidos.
Outros R$ 6,8 bilhões serão direcionados aos exportadores e fornecedores que exportam para países do Golfo Pérsico, região impactada pelo conflito no Oriente Médio.
Os R$ 7 bilhões restantes serão distribuídos da seguinte forma:
- R$ 1 bilhão para empresas em setores industriais relevantes ao comércio exterior brasileiro.
- R$ 4 bilhões para empresas em atividades relacionadas à fabricação de adubos e fertilizantes ou de intermediários para fertilizantes.
- R$ 2 bilhões para empresas em atividades industriais e tecnológicas na cadeia de minerais críticos e estratégicos, considerando as etapas de lavra, desde que associadas a processos de beneficiamento, refino ou transformação de minerais.







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