Luana Piovani fala sobre “sobrecarga materna” após conflito com Scooby

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Luana Piovani alerta para a sobrecarga materna após polêmica dos piolhos com Pedro Scooby (Foto: Instagram)

O desentendimento entre Luana Piovani e Pedro Scooby ganhou mais um capítulo nesta quinta-feira (3/9). A atriz utilizou os stories do Instagram para discutir as responsabilidades que recaem sobre as mães após uma separação.

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Em sua publicação, Luana relembrou a polêmica dos piolhos encontrados na cabeça de sua filha, Liz, de 10 anos, e levantou diversas questões sobre a falta de ação dos pais.

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"O que Luana enfrenta tem um nome: sobrecarga materna. Não é apenas fazer as coisas pelos filhos. É viver com uma lista invisível na cabeça o tempo todo. O que precisa comprar, tratar, marcar. O que aconteceu. O que pode acontecer e, principalmente, o que o outro genitor precisa lembrar", comentou a advogada Anna Gabriela Martins.

O DESABAFO COMPLETO
"Toda vez que Luana expõe alguma situação envolvendo os filhos, a reação é sempre a mesma: 'Por que ela não resolve em privado? Por que precisa expor os filhos em conflitos de adultos?'

Existe uma parte da maternidade que ninguém vê. Não é levar para passear ou viajar. Não é postar foto sorrindo com os filhos. Mas, sim, perceber o piolho, lembrar da alergia, observar um machucado, saber qual remédio usar. Acompanhar escola, médico, rotina, comportamentos e necessidades. Isso é criar!

O que Luana enfrenta tem um nome: sobrecarga materna. Não é apenas fazer as coisas pelos filhos. É viver com uma lista invisível na cabeça o tempo todo. O que precisa comprar, tratar, marcar. O que aconteceu. O que pode acontecer e, principalmente, o que o outro genitor precisa lembrar.

É por isso que tantas mães que criam seus filhos sozinhas se identificam com a indignação dela. Elas também escutam: 'Você reclama demais'. Mas ninguém pergunta quantas vezes ela precisou pedir a mesma coisa antes de começar a reclamar e expor a situação.

Conviver com o filho não significa dividir igualmente a responsabilidade por ele. O pai pode amar, viajar, brincar e proporcionar experiências incríveis. E ainda assim a mãe continuar concentrando grande parte da responsabilidade invisível. Uma coisa não anula a outra.

Quando uma mãe sente que precisa fiscalizar até aquilo que deveria ser responsabilidade do outro genitor. Ela não descansa quando os filhos estão com o pai. Ela apenas cuida à distância. Essa talvez seja uma das partes mais cruéis da carga materna depois da separação.

A discussão nunca foi sobre a causa do piolho, mas sim sobre quem percebe, quem lembra, quem cobra, quem resolve e da mãe que continua sendo responsabilizada até pela forma como reage ao cansaço de carregar tudo isso".

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