
Flávio Bolsonaro afirma que Moro reconhece sua inocência nas “rachadinhas” (Foto: Instagram)
O candidato do PL à Presidência, Flávio Bolsonaro, declarou neste sábado, 5 de setembro, que o senador Sergio Moro, do PL-PR, está convencido de que ele não cometeu irregularidades no caso das “rachadinhas”. Esta afirmação vem apesar das críticas que o ex-juiz fez após deixar o governo de Jair Bolsonaro.
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Flávio Bolsonaro disse: “Não há nada melhor do que o tempo para mostrar quem é inocente e quem não é. Então, hoje, o Sérgio Moro tem a convicção de que eu não fiz nada de errado”.
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A declaração foi feita em Ponta Grossa (PR), durante uma visita ao ex-assessor de Bolsonaro, Filipe Martins, que está preso após ser condenado pelo STF por envolvimento em uma trama golpista em 2022.
Flávio foi questionado sobre como conciliava a atual aliança entre o PL e Moro com os ataques anteriores feitos pelo candidato ao governo do Paraná. Ele tratou as divergências como superadas e elogiou Moro, referindo-se a ele como um “grande quadro da política nacional”.
“O Moro faz parte do nosso time. É o nosso candidato a governo aqui no Paraná, tenho certeza que vai ser um grande governador”, afirmou Flávio.
A relação entre Moro e a família Bolsonaro sofreu uma ruptura após a saída do ex-juiz do Ministério da Justiça, em abril de 2020. Moro havia deixado a magistratura para integrar o governo Bolsonaro em 2019, mas pediu demissão após discordar do presidente sobre a troca no comando da Polícia Federal no Rio de Janeiro. Na ocasião, Moro acusou Bolsonaro de tentar interferir na corporação.
Após deixar o governo, Moro passou a criticar Bolsonaro e tentou lançar sua própria candidatura ao Palácio do Planalto. Em 2021, ao se filiar ao Podemos, mencionou “rachadinhas” em um discurso sobre corrupção, acusando o governo Bolsonaro de não combater irregularidades sem proteger aliados ou familiares.
Naquele discurso, Moro disse: “Chega de corrupção, chega de mensalão, chega de petrolão, chega de rachadinha. Chega de querer levar vantagem em tudo e enganar a população”. Na época, Flávio Bolsonaro era investigado por suspeita de apropriação de parte dos salários de assessores na Alerj.
No mesmo ano, a Quinta Turma do STJ anulou atos da investigação sobre “rachadinhas” no gabinete de Flávio Bolsonaro. As divergências também foram abordadas no livro “Contra o sistema da corrupção”, publicado por Moro em 2021, onde ele relatou pressões no governo relacionadas ao Coaf durante a investigação que envolvia Flávio Bolsonaro e Fabrício Queiroz.
Moro afirmou que se opôs a decisões que poderiam comprometer o sistema de prevenção à lavagem de dinheiro para beneficiar o filho do então presidente.







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