
Ministro André Mendonça, relator do agravo contra o arquivamento da denúncia de genocídio (Foto: Instagram)
Um advogado recorreu à "força irresistível de todos os deuses infernais greco-romanos" e criticou o ministro André Mendonça, chamando-o de "lentíssimo relator", ao pedir o julgamento de um recurso contra o arquivamento de uma denúncia de genocídio contra o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
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O documento foi submetido na manhã desta segunda-feira (7/9) ao Supremo Tribunal Federal (STF) pelo advogado Fábio de Oliveira Ribeiro. Ribeiro informou que entrou com um agravo após o arquivamento do processo, em fevereiro de 2021, inicialmente pelo ministro Marco Aurélio Mello.
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O advogado declarou ter solicitado a retomada do processo em setembro de 2024, quando o caso já estava parado há um ano e cinco meses, repetindo o pedido em setembro de 2025. Ao criticar a demora na análise do caso, chamou Mendonça de "lentíssimo relator" e afirmou que o ministro não se impressiona com as normas que deveria seguir.
“Foi inútil invocar no caso em tela o disposto no art. 111, do Regimento Interno do STF, no art. 5º, LXXVIII, da CF/88 e no art. 4º, do CPC. Ao que parece, o lentíssimo relator não se deixa impressionar por dispositivos que ele deveria ter obrigação de cumprir e fazer”, escreveu o advogado.
Em seguida, o advogado afirma não ter religião e diz que, até então, havia se limitado a invocar fundamentos jurídicos. Diante da falta de andamento, porém, resolveu recorrer a “forças sobrenaturais”.
“Sendo assim, o requerente invoca aqui a força irresistível de todos os deuses infernais greco-romanos, o poder obscuro invisível dos Orixás afro-brasileiros e a ira incontrolável dos fantasmas de 700 mil mortos durante a pandemia: que todos eles perturbem sem piedade e descanso as noites insones do relator até que ele decida submeter o Agravo a julgamento como já deveria ter sido feito aliás”, ponderou o advogado.
Inicialmente, Marco Aurélio arquivou o caso sem analisar se Bolsonaro cometeu genocídio, ao concluir que o advogado não tinha legitimidade para apresentar uma denúncia criminal.
O novo recurso ainda não foi analisado por André Mendonça.
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