
Flávio Bolsonaro discursa em comício na Avenida Paulista no 7 de setembro (Foto: Instagram)
Faltando menos de 30 dias para o primeiro turno das eleições, o comício de 7 de Setembro de Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência, não teve a adesão esperada pelo bolsonarismo. O evento reuniu cerca de 28,5 mil pessoas na Avenida Paulista, em São Paulo, de acordo com o Monitor do Debate Político da Universidade de São Paulo (USP), enquanto a organização aguardava um público de 100 mil apoiadores.
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Aliados ouvidos pelo Metrópoles indicaram que o frio e a chuva contribuíram para a redução de participantes. Contudo, a campanha considerava o evento um "teste de força".
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A estimativa de público foi feita no momento de maior concentração, às 16h32, com uma margem de erro de cerca de 3,4 mil pessoas, o que significa que a presença real pode ter variado entre 25,1 mil e 32 mil indivíduos.
O comício na segunda-feira (7/9) consolidou a estratégia de campanha de Flávio de vincular Alexandre de Moraes, ministro do Supremo Tribunal Federal, ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), enquanto Lula enfatiza que "ninguém está acima da lei".
"Quem vota em Lula está votando em Alexandre de Moraes", declarou o candidato do PL ao público. Ele acrescentou: "Não vamos permitir que Lula indique mais quatro Alexandres de Moraes para o STF".
Flávio também usou termos como "consórcio de Lula com Moraes" e afirmou que ele e seus apoiadores serão lembrados na história por "acabar com a ditadura de Moraes".
O "filho 01" de Jair Bolsonaro (PL) ainda usou a figura do ministro para vinculá-lo a outro evento marcante para o bolsonarismo: a facada sofrida pelo pai em Juiz de Fora (MG), durante a campanha de 2018. Ele chamou de "segunda facada" a condenação do ex-presidente pela tentativa de golpe, investigação conduzida por Moraes no STF, classificando os atos de 8 de janeiro como "farsa".
Flávio também alertou os eleitores sobre uma possível "terceira facada" contra ele e seus aliados, em meio a vazamentos de investigações do caso Master.
"Estou avisando. Vão tentar uma terceira facada. Não só em mim, mas também nos meus aliados. E o que eu tenho a dizer a vocês que vão tentar mais uma vez interferir nas eleições. Não vai adiantar nada", afirmou o senador.
O público deste ano foi menor do que em manifestações bolsonaristas anteriores de 7 de Setembro na capital paulista. Em 2025, o monitor da USP estimou 42,2 mil pessoas na Avenida Paulista. Em 2024, foram 45,4 mil participantes no local.
A comparação também evidencia a diferença em relação ao ato de 2022, com Jair Bolsonaro, quando foram estimadas 32,7 mil pessoas em São Paulo. Em 2023, não houve ato oficial.







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