
Soldado Vinícius Costa Silva e Larissa Cruz Morata em ação da Polícia Militar (Foto: Instagram)
Um soldado da Polícia Militar de São Paulo foi detido nesta segunda-feira (7/9) durante o velório de sua esposa. A Justiça decretou a prisão temporária de Vinícius Costa Silva, de 26 anos, devido a inconsistências em seu relato sobre a morte de Larissa Cruz Morata, de 29 anos.
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Larissa foi encontrada morta com um tiro na cabeça na manhã de domingo (6/9), no banheiro de sua casa em Embu das Artes. Sob o corpo, estava a arma funcional do soldado, pertencente ao 27º Batalhão de Polícia Militar Metropolitano.
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O caso foi inicialmente registrado como morte suspeita, com hipótese de suicídio, mas a família de Larissa suspeita de feminicídio. De acordo com a Secretaria da Segurança Pública, a investigação encontrou indícios de crime, considerando a dinâmica dos eventos e elementos preliminares coletados.
A investigação está sob responsabilidade da Delegacia de Embu das Artes e prossegue para esclarecer os fatos. O soldado foi transferido para o Presídio Militar Romão Gomes, na zona norte de São Paulo, ainda na tarde de segunda-feira (7/9).
Larissa e Vinícius estavam juntos em união estável há cerca de quatro anos e tinham um filho pequeno.
O boletim de ocorrência indica "dúvida razoável" sobre a morte de Larissa ter sido suicídio. Ela foi encontrada no banheiro da suíte com um ferimento de bala na cabeça e sem sinais vitais.
Além da arma, uma Taurus calibre .357 Magnum, também foram encontrados coldre, carregador, munições e um estojo de munição deflagrado. Antes do ocorrido, Larissa e Vinícius discutiram sobre o término do relacionamento. A irmã do soldado, de 19 anos, estava na casa com o filho do casal.
Apesar da hipótese de suicídio, a polícia afirmou que não foi possível determinar a dinâmica do evento de imediato, exigindo investigação técnica-pericial para esclarecer a autoria e as circunstâncias do disparo.
A polícia está investigando a possibilidade de feminicídio, guiando-se por diversos detalhes do local e do corpo de Larissa. O exame necroscópico do IML deverá determinar a causa da morte, analisando a lesão e o trajeto do projétil.
Exames residuográficos nas mãos de Larissa e Vinícius foram solicitados para verificar resíduos de disparo. A arma, munições e o estojo foram enviados ao Instituto de Criminalística para exames periciais e balísticos.
Vinícius alegou à polícia que Larissa cometeu suicídio após ele pedir o término da relação. Maria Aparecida Morata, avó de Larissa, negou essa tese, afirmando que a neta foi morta pelo marido.
Após ser detido, Vinícius foi levado ao Presídio Militar Romão Gomes. O caso apresenta semelhanças com o de Gisele Alves Santana, outra esposa de PM encontrada morta em circunstâncias similares.
Um novo laudo do Instituto de Criminalística descartou a hipótese de suicídio no caso de Gisele, e a investigação apontou inconsistências entre o relato inicial e os vestígios encontrados.
A defesa de Vinícius classifica a morte como uma "fatalidade" e reforça a tese de suicídio, destacando que o casal mantinha uma boa relação e que ele jamais cometeria violência contra Larissa.
A investigação também analisará conversas de Larissa que indicam pensamentos suicidas diante de uma possível separação. A defesa acredita que os depoimentos e laudos periciais esclarecerão os fatos.
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