Candidatos ao GDF nas Eleições 2026 propõem medidas para proteger mulheres

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Plano eleitoral foca no combate à violência contra a mulher no DF (Foto: Instagram)

Com menos de um mês para o primeiro turno das Eleições de 2026, os 11 candidatos ao Governo do Distrito Federal (GDF) apresentam em seus planos de governo propostas para diversas áreas. Entre os temas abordados está o combate à violência contra a mulher, uma questão que tem preocupado cada vez mais a população nos últimos anos.

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De acordo com a Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal (SSP-DF), 11 mulheres foram vítimas de feminicídio entre janeiro e junho de 2026. Apesar do histórico de violência em alguns casos, apenas duas das vítimas tinham medidas protetivas em vigor no momento dos crimes. Neste contexto, os candidatos ao Palácio do Buriti apresentam diferentes propostas para enfrentar a violência contra a mulher no DF.

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Concorrendo ao GDF estão Celina Leão (PP), Ricardo Cappelli (PSB), Leandro Grass (PT), José Roberto Arruda (PSD), Paula Belmonte (PSDB), Professor Robson (PSTU), Rico Pinheiro (PRTB), Kiko Caputo (Novo), Professora Samara Mineiro (UP), Expedito Mendonça (PCO) e Elisson Ferreira (Agir).

O Metrópoles destacou as principais propostas dos candidatos para o combate à violência contra a mulher no DF. Confira:

CELINA LEÃO (PP) A governadora e candidata à reeleição, Celina Leão (PP), propõe expandir o programa Viva Flor e fortalecer o PROVID e o PRÓ-VÍTIMA, oferecendo acolhimento especializado também aos filhos e dependentes das vítimas de violência.

Celina também defende ações preventivas contra a violência e o feminicídio, com orientação comunitária e atividades educativas para diferentes faixas etárias, além de acompanhar casos de maior risco.

Ela sugere ainda criar um programa de proteção e suporte econômico para chefes de famílias monoparentais, priorizando acesso a creches integrais, habitação popular e microcrédito.

A candidata quer fortalecer a rede de atenção à saúde da mulher e adaptar serviços de suporte para mulheres com deficiência, idosas, moradoras de áreas rurais, em situação de rua ou privadas de liberdade.

JOSÉ ROBERTO ARRUDA (PSD) Mesmo com a candidatura barrada pelo TRE, José Roberto Arruda (PSD) continua na campanha. Ele propõe descentralizar as Delegacias Especiais de Atendimento à Mulher (Deam) com a construção de três novas unidades 24 horas em Planaltina, Samambaia e Santa Maria.

Arruda planeja modernizar a Patrulha Maria da Penha da PMDF, integrando medidas protetivas a um sistema de monitoramento georreferenciado em tempo real.

Ele também quer construir duas novas casas de abrigo de alta segurança e expandir os Centros Especializados de Atendimento à Mulher (Ceam) para todas as RAs.

Arruda sugere ainda promover a inserção das mulheres no mercado formal, com prioridade para creches e ensino infantil integral para dependentes, além de conceder lotes urbanizados com Cheque Construção e Aluguel Social.

PAULA BELMONTE (PSDB) Paula Belmonte (PSDB) propõe capacitar equipes de Saúde da Família e agentes comunitários para reconhecer sinais de abuso e violência doméstica antes do registro de ocorrência.

A candidata quer integrar prontuários de ginecologia, pré-natal e obstetrícia à rede de proteção à mulher.

Belmonte defende usar bancos de dados integrados, câmeras de segurança e reconhecimento facial para localizar agressores que descumprem medidas protetivas.

Ela também sugere vincular políticas de proteção ao acesso a emprego, qualificação e geração de renda, ampliando a independência financeira das vítimas.

LEANDRO GRASS (PT) Leandro Grass (PT) propõe criar um pacto contra o feminicídio, envolvendo GDF, Tribunal de Justiça, Ministério Público, Defensoria Pública e polícias Civil e Militar.

O plano prevê classificação de risco em todas as ocorrências, concessão rápida de medidas protetivas, monitoramento eletrônico de agressores e acompanhamento das mulheres que denunciaram.

Grass quer expandir o Viva Flor e a Patrulha Maria da Penha para todas as RAs, garantir o funcionamento da Casa da Mulher Brasileira e realizar reuniões periódicas para definir planos de segurança para casos de risco extremo.

Ele sugere criar o Comitê Distrital de Revisão de Feminicídios para identificar falhas na rede pública e corrigir protocolos.

O candidato propõe apoio psicológico, social e material para crianças e adolescentes que perderam as mães devido à violência de gênero.

Grass ainda sugere o programa DF Delas: Cidade Segura para as Mulheres, com iluminação LED em trajetos residenciais, paradas de ônibus e caminhos escolares; desembarque fora dos pontos oficiais no transporte noturno; protocolos contra importunação; botões de apoio em terminais e ônibus e um painel sobre a percepção de insegurança das mulheres por RA e horário.

PROFESSORA SAMARA MINEIRO (UP) A Professora Samara Mineiro (UP) propõe atendimento multiprofissional, com assistência médica, social, psicológica e jurídica 24 horas em áreas estratégicas e periféricas do DF, além de expandir as Delegacias Especializadas de Atendimento à Mulher.

A candidata defende acesso desburocratizado a métodos contraceptivos, realização segura do aborto legal e programas de educação sexual científica.

Samara sugere protocolos de atendimento e humanização do parto na rede pública e distribuição gratuita de absorventes em escolas, UBSs, abrigos para pessoas em situação de rua e no sistema prisional feminino.

Ela quer criar bolsas e reservas de vagas para mulheres em cursos técnicos e na UnDF, além de um programa de transferência de renda que dobre o benefício para mães solo.

RICARDO CAPPELLI (PSB) Ricardo Cappelli (PSB) quer fazer do combate à violência contra mulheres, crianças, idosos e vulneráveis um dos pilares da segurança pública no DF.

O candidato propõe integrar segurança, saúde, assistência social e Justiça, reduzir o tempo de resposta às vítimas e ampliar canais de denúncia, avaliação de risco e acompanhamento das medidas protetivas.

Cappelli defende estimular a economia do cuidado, com acesso a creches e assistência à infância para mulheres vulneráveis, permitindo entrada no mercado de trabalho e acesso a crédito facilitado pelo Banco do Povo.

PROFESSOR ROBSON (PSTU) O Professor Robson (PSTU) critica a redução de 35% dos servidores das Casas-Abrigo para mulheres pelo GDF e defende novas contratações por concurso público.

Ele propõe a compra de equipamentos como tornozeleiras eletrônicas para ampliar a fiscalização das medidas protetivas.

Robson sugere um programa gratuito de treinamento em autodefesa para mulheres no DF e fornecer armamento para aquelas com medidas protetivas de urgência.

Outra proposta é criar o Hospital do Idoso e centros de acolhimento em todas as RAs, reduzindo a sobrecarga do cuidado doméstico sobre as mulheres.

RICO PINHEIRO (PRTB) Rico Pinheiro (PRTB) propõe integrar bancos de dados da SSP-DF, Polícia Civil, Tribunal de Justiça e Assistência Social para mapear áreas de risco em tempo real.

Ele defende distribuir dispositivos de alerta, como botões de pânico móveis, às vítimas e usar tornozeleiras eletrônicas para agressores sob a Lei Maria da Penha.

Rico quer instalar novas unidades da Casa da Mulher Brasileira em Ceilândia, Samambaia, Planaltina e Sobradinho, com delegacia especializada, acolhimento psicológico, assistência social e suporte jurídico.

Ele propõe uma linha de crédito com juros subsidiados e capacitação pelo Sebrae para mulheres chefes de família e sobreviventes de violência doméstica que queiram empreender.

Outra medida prevê incluir mulheres protegidas por medidas judiciais nos programas de Aluguel Social e locação social subsidiada.

KIKO CAPUTO (NOVO) Kiko Caputo (Novo) defende uma estratégia distrital de prevenção ao feminicídio, identificando sinais de risco com antecedência por meio do cruzamento de dados de agressores entre delegacias, hospitais e assistência social.

Caputo quer reestruturar a rede de atendimento, conectando Casa da Mulher Brasileira, CEAMs, delegacias, Defensoria e Judiciário sob um padrão unificado de atendimento humanizado.

Ele propõe criar e fortalecer programas, em parceria com a Justiça, para reeducação e acompanhamento clínico dos agressores, combatendo a reincidência da violência familiar.

Outra proposta é trilhas de desenvolvimento profissional, com qualificação, intermediação de empregos, microcrédito pelo programa Prospera e incentivo ao empreendedorismo feminino.

Caputo defende acolhimento, apoio psicossocial, orientação jurídica e suporte para mulheres sobrecarregadas pelo cuidado de dependentes, além de prioridade em programas habitacionais ou de aluguel social para vítimas de violência e chefes de família.

ELISSON FERREIRA (AGIR) Elisson Ferreira (Agir) propõe criar a Rede Escudo para Mulheres, plataforma integrando segurança pública, saúde, Justiça e assistência social para aplicar um protocolo em casos de alto risco de violência doméstica.

Ele quer construir novas unidades da Casa da Mulher Brasileira e CRAMs, com equipes multidisciplinares e casas de acolhimento temporário, priorizando regiões vulneráveis como Sol Nascente, Recanto das Emas e Santa Maria.

Elisson defende atendimento policial especializado e resposta rápida para casos de alto risco, patrulhamento preventivo, canais discretos de denúncia e abrigamento emergencial.

O candidato promete executar recursos do Fundo Nacional de Segurança Pública para combater a violência contra a mulher, que superaram R$ 1 milhão em 2025.

Outra proposta é criar 8 mil vagas em creches pelo programa Creche Perto de Casa, com prioridade para mães chefes de família.

EXPEDITO MENDONÇA (PCO) Expedito Mendonça (PCO) não apresenta medidas expressivas para combater a violência contra a mulher. Ele defende aposentadoria com 25 anos de trabalho para mulheres e 30 anos para homens.

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