
Paulo Sérgio Nogueira recebe censura ética por críticas à Justiça Eleitoral (Foto: Instagram)
A Comissão de Ética da Presidência aplicou uma censura ética ao ex-ministro da Defesa, Paulo Sérgio Nogueira, por suas declarações contra a Justiça Eleitoral e por apoiar a reeleição de Jair Bolsonaro em 2022.
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A decisão foi tomada no dia 31 de agosto, com base no voto da conselheira Vera Karam de Chueiri. Ela considerou que as falas do ex-ministro durante uma reunião oficial no Palácio do Planalto, em julho de 2022, violaram deveres de integridade, impessoalidade e respeito às instituições.
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A censura ética é uma reprovação formal à conduta do ex-ministro e ficará registrada por três anos no banco de sanções éticas do governo. Este registro pode ser consultado por órgãos públicos na análise de futuras nomeações.
Paulo Sérgio Nogueira foi escolhido por Bolsonaro para liderar o Ministério da Defesa em abril de 2022, substituindo Braga Netto. Ele permaneceu no cargo até o final do governo Bolsonaro e foi condenado a 19 anos de prisão pelo STF por participação em uma trama golpista.
A punição da Comissão de Ética se refere a um encontro em 5 de julho de 2022, onde Bolsonaro reuniu ministros no Palácio do Planalto. Nogueira criticou a Comissão de Transparência das Eleições, criada pelo TSE, e das quais as Forças Armadas faziam parte.
Paulo Sérgio Nogueira afirmou que a Comissão era "para inglês ver" e que suas reuniões eram "só conversa pra boi dormir", criticando o TSE por ter controle total do processo eleitoral e por não haver instância superior.
Ele questionou se o trabalho de fiscalização indicava uma chance de fraude e expressou esperança na reeleição de Bolsonaro, dizendo que esse era o "desejo de todos nós".
A Comissão de Ética entendeu que Nogueira poderia criticar tecnicamente o sistema eleitoral, mas a forma como fez ultrapassou os limites. A expressão “todos nós” foi vista como uma indicação de apoio coletivo à reeleição de Bolsonaro.
A defesa de Nogueira argumentou que suas manifestações estavam relacionadas à fiscalização das Forças Armadas e que expressões usadas eram comuns no ambiente militar. No entanto, a Comissão de Ética rejeitou esses argumentos.







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