Justiça converte em preventiva prisão de Anderson Gonçalves por feminicídio no Itapoã

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Anderson Gonçalves da Silva preso preventivamente após feminicídio no Itapoã (DF) (Foto: Instagram)

O Tribunal de Justiça do Distrito Federal (TJDFT) transformou em preventiva a prisão em flagrante de Anderson Gonçalves da Silva, de 44 anos, acusado de esfaquear até a morte sua companheira, Flávia Gomes da Silva, de 35 anos. O crime ocorreu na frente da filha de 4 anos, no dia 7 de setembro, no Itapoã (DF).

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Na decisão, a Justiça destacou a gravidade do feminicídio e o perigo à ordem pública, considerando o fato de o crime ter sido presenciado por crianças e adolescentes, além do risco de fuga do acusado e da arma do crime não ter sido encontrada.

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De acordo com o auto de prisão em flagrante, policiais testemunharam que Anderson foi o autor do crime, e ele mesmo confessou o ato em depoimento à polícia. Familiares da vítima relataram um histórico de relacionamento tumultuado entre o casal.

O Ministério Público validou a legalidade da prisão em flagrante e solicitou que Anderson continuasse preso preventivamente, além de pedir a coleta de material para identificação genética. A Defensoria Pública, por sua vez, pleiteou que ele respondesse ao processo em liberdade e que o caso tramitasse em sigilo.

A decisão judicial também mencionou que a arma utilizada no crime ainda não foi localizada e destacou o risco de fuga devido à repercussão pública do caso.

Diante disso, a Justiça considerou outras medidas cautelares insuficientes e determinou a conversão da prisão em flagrante para preventiva. Também foi decretado sigilo sobre os dados do processo relacionados à criança que presenciou o crime.

CRIME E PRISÃO
Flávia estava caminhando com sua filha de 4 anos, após retornar de um supermercado, quando foi abordada e atacada por Anderson. A criança presenciou o assassinato da mãe, e informações indicam que Anderson teria mandado a filha correr durante o ataque.

O Metrópoles relatou que a vítima sofreu pelo menos 10 golpes. Mesmo após Flávia cair no chão, Anderson continuou a esfaqueá-la e depois deixou o local andando normalmente.

No momento do ataque, várias pessoas estavam na rua, mas ninguém tentou impedir a fuga do suspeito.

Após o crime, Flávia foi socorrida por um morador que ouviu os pedidos de ajuda. O socorrista Odesvaldo Alves Cardoso, de 30 anos, relatou que estava se preparando para ir à igreja quando ouviu os gritos.

Ele prestou os primeiros socorros e afirmou que Flávia estava consciente e respirando até a chegada das equipes de emergência. Após os bombeiros assumirem o atendimento, ele soube que a vítima havia falecido.

Odesvaldo também mencionou que um vizinho retirou a menina de 4 anos do local para evitar que ela visse o socorro da mãe. Pouco depois, um dos filhos mais velhos de Flávia chegou ao local.

Depois de cometer o crime, Anderson fugiu, mas a Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) já estava em sua busca, o que resultou em sua prisão em flagrante.

O advogado de Anderson tentou apresentá-lo à delegacia, mas ele foi capturado antes disso. A prisão ocorreu por volta das 7h, nas proximidades da 6ª DP, responsável pela investigação.

Em depoimento, Anderson afirmou que teve uma discussão com Flávia e, no calor do momento, pegou uma faca que mantinha no carro e a esfaqueou. Ele alegou que o objeto era usado para pescaria.

Flávia deixou três filhos: a criança de 4 anos, um adolescente de 16 e outro adulto.

Testemunhas relataram aos policiais que ouviram uma discussão entre o casal momentos antes do feminicídio. Familiares também confirmaram que Flávia e Anderson tinham um relacionamento conturbado.

A irmã da vítima soube da morte após ser informada por telefone pela nora de Flávia. Em depoimento, ela contou que o casal estava junto desde 2017 e que, apesar de não morarem oficialmente juntos, Anderson frequentava a casa de Flávia.

A familiar também relatou ter presenciado Anderson agredir Flávia em duas ocasiões diferentes. Ela afirmou que a vítima já havia reclamado do comportamento do companheiro, mas nunca registrou boletim de ocorrência contra ele.

Mais detalhes:

  • A irmã da vítima declarou que, apesar das agressões, Flávia nunca registrou boletim de ocorrência.
  • A parente informou que, mesmo sem morarem oficialmente juntos, Anderson estava frequentemente na casa de Flávia.
  • Também foi mencionado no boletim de ocorrência que Anderson consumia excessivamente bebidas alcoólicas, principalmente nos finais de semana.
  • A declarante reforçou que Flávia já havia feito queixas sobre o comportamento de Anderson.
  • Após o crime, ele teria ido à casa onde a vítima morava. A irmã não soube informar se ele foi procurar a filha de 4 anos, a quem teria mandado correr.

Em depoimento, Anderson admitiu ter buscado a arma do crime em seu carro e ter fugido após o ataque: “Ela caiu no chão, peguei o carro e saí”.

Ainda segundo Anderson, ele teria dirigido até um matagal, onde perdeu a faca usada no crime, um objeto de pesca, e sua carteira.

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