
Policiais civis conduzem suspeito em corredor após desmantelamento de fábrica clandestina de anabolizantes (Foto: Instagram)
Uma fábrica clandestina de anabolizantes, operando em uma casa no bairro Colubandê, em São Gonçalo, no Leste Fluminense, foi desmantelada pela Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro durante uma operação realizada na tarde desta quinta-feira (8/9). Duas pessoas foram presas em flagrante.
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A ação foi desencadeada com base em informações de inteligência, resultando na apreensão de uma grande quantidade de insumos químicos, equipamentos industriais e materiais de embalagem destinados à produção de anabolizantes sem qualquer supervisão sanitária ou técnica e fora dos padrões de segurança.
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De acordo com a Polícia Civil do Rio, as investigações indicaram que os produtos ilegais fabricados no local eram distribuídos em todo o país, abastecendo clandestinamente o mercado de substâncias controladas.
Os suspeitos operavam através de um sistema sofisticado, que incluía distribuição entre estados, armazenamento estratégico e ocultação da origem dos produtos.
A operação apreendeu:
- Enantato, Trembolona e Dianabol em estado bruto (insumos puros)
- Equipamento industrial de envase (envasadora profissional)
- Autoclaves para esterilização
- Balanças de precisão para dosagem
- Centenas de frascos plásticos e de vidro
- Rótulos e embalagens com marca comercial falsificada (“SCORPION”)
- Líquidos adesivos e óleos de origem desconhecida usados na diluição
- Material de papelaria e sistema de rastreamento
A ação policial foi conduzida pela Delegacia de Repressão a Crimes Contra a Propriedade Imaterial (DRCPIM) e pela Delegacia de Roubos e Furtos de Cargas (DRFC).
ALERTA
A PCERJ alertou que anabolizantes produzidos sem supervisão farmacêutica, em condições insalubres, com insumos de origem incerta e sem controle de pureza, representam risco à saúde e podem ser fatais.
“Consumidores dessas substâncias estão sujeitos a complicações como necrose hepática, tromboembolismo pulmonar, insuficiência cardíaca, distúrbios irreversíveis do sistema endócrino, feminilização em homens, virilização em mulheres, infertilidade permanente e morte súbita”, afirmou.
A Polícia Civil também adverte que o uso dessas substâncias, especialmente as de origem clandestina, pode estar relacionado a fraturas de costela, acidentes cerebrovasculares em jovens e mortes durante atividades físicas.
Os suspeitos enfrentarão acusações de falsificação, corrupção e adulteração de produtos destinados a fins terapêuticos ou medicinais, com pena prevista de reclusão de 5 a 15 anos.
A DRCPIM declarou que intensificará as investigações para identificar a rede de distribuição, os fornecedores de insumos brutos, os receptadores em outros estados e os consumidores finais envolvidos no esquema criminoso. Todos os materiais apreendidos passarão por perícia química especializada.
A população pode contribuir com as investigações denunciando atividades criminosas pelo WhatsApp (21) 98197-0930. O anonimato é garantido.







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