STF enfrenta dia de “Jogos Vorazes” com isenções de ministros em pauta

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Ministros do Supremo Tribunal Federal reúnem-se no plenário para a sessão decisiva. (Foto: Instagram)

Na próxima terça-feira (15/9), o Supremo Tribunal Federal terá um encontro crucial, que não se limitará ao destino do ministro Alexandre de Moraes. Pela primeira vez, os ministros irão debater a possibilidade de investigar um de seus próprios membros. Caso decidam a favor, outros ministros que também se beneficiaram das benesses de Daniel Vorcaro poderão ser investigados. O clima na Corte é tenso: “Se puxar um, vai ser um arrastão”.

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O QUE SERÁ DISCUTIDO NA “SESSÃO JOGOS VORAZES” DO SUPREMO:

  1. André Mendonça permanecerá como relator do caso Master após a revelação de que se encontrou com Vorcaro em seu escritório particular para discutir precatórios, que estão em julgamento no Supremo? Moraes questionou a imparcialidade de Mendonça.

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  1. As ligações do ministro Kássio Nunes Marques com Vorcaro serão investigadas? No celular do banqueiro foram achadas mensagens trocadas com o ministro. Além disso, entre 2024 e 2025, Kevin de Carvalho Marques, filho de Nunes Marques, recebeu R$ 281,6 mil da Consult Inteligência Tributária, empresa que, no mesmo período, obteve R$ 6,6 milhões do Banco Master. Kevin, com 25 anos e dois como advogado, acumulou R$ 27,7 milhões em investimentos.

  2. Luiz Fux tem isenção para julgar Moraes, considerando que seu filho esteve, a convite de Vorcaro, no camarote VIP Alma Rio na Sapucaí? Mensagens no celular do banqueiro mostram Vorcaro instruindo uma assistente a colocar “Fux” no espaço VIP. Rodrigo também participou de uma degustação exclusiva de uísque em Nova York, paga por Vorcaro.

A decisão de Fachin de marcar a sessão para a próxima semana foi bem recebida na Corte, com a percepção de que “as coisas precisam acontecer”. Sua decisão de manter Andrei Rodrigues como diretor-geral da PF também foi vista positivamente, já que um vácuo de poder na Polícia Federal poderia trazer consequências imprevisíveis.

Fachin será pressionado a levar o inquérito do Master ao Plenário, retirando-o da Segunda Turma, para que um novo relator seja sorteado.

Outra consequência é que Moraes e Mendonça podem não participar da sessão, já que o julgamento os colocaria frente a frente. Um ministro comentou que, se isso acontecer, a “possibilidade de dar merda é grande”.

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